terça-feira, 21 de setembro de 2010

Matéria sobre atrasos JT

Casa própria: construtoras não notificadas

Categoria: Assunto do dia

Carolina Dall’Olio

As empresas citadas pelo Ministério Público se justificam, apesar de afirmarem que ainda não foram notificadas pelo órgão. A Odebrecht, por exemplo, desmente o MP, dizendo que “está com as obras em dia e não há atrasos na entrega dos imóveis”.

Já a MRV admite o descumprimento dos prazos, mas coloca a culpa nos órgãos públicos. Em nota, a empresa diz que “devido ao boom do mercado imobiliário, os órgãos públicos têm tido dificuldades para atender a todas as demandas, o que causa atraso na liberação de documentação dos imóveis no prazo que as construtoras necessitam. Com isso, ainda que as obras estejam prontas, as entregas das chaves aos compradores estão sendo atrasadas”.

A empresa afirma ainda que “está solidária a todos os seus clientes que, devido à burocracia, não podem ainda tomar posse dos seus imóveis. Assim como eles, a construtora também perde com os atrasos, pois mesmo após a conclusão das obras, não recebe pelos imóveis prontos, já que os bancos só realizam o pagamento às construtoras quando os clientes assinam com o agente financeiro. O que só pode ser feito depois de vencida toda a burocracia”.

A Gafisa vai na mesma linha. A empresa confirma que “por questões alheias à sua vontade e que impactam hoje praticamente todo o setor tem enfrentado atrasos pontuais na entrega de alguns empreendimentos” e “reitera ainda que tem trabalhado fortemente para solucionar essas questões o mais breve possível”.

A Tenda também se diz empenhada em resolver os problemas, mas esclarece que, “por não ter sido notificada oficialmente sobre a ação do MP de São Paulo, não tem subsídios para comentar o processo”. Explica, contudo, “que há atrasos em alguns de seus empreendimentos por questões inerentes ao setor”.

A Cyrela informa que até o momento não foi citada em relação ao referido processo, mas responde às reclamações dos consumidores citados na reportagem do JT.

A empresa, que tem parceria da construtora MAC no empreendimento, afirma que a consumidora Luciana Endo assinou a vistoria em 14 de junho sem qualquer ressalva, para então receber as chaves da unidade.

Quanto à taxa de condomínio, as construtoras esclarecem que seguem as normas conforme previsão contratual. Em nota, elas dizem que “as solicitações dos clientes estão sendo tratadas dentro das condições de garantia da construtora e as empresas se colocam à inteira disposição para esclarecimentos adicionais que se façam necessários”.

A Etemp não respondeu.

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