quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O Erro de Cálculo Da TRI$UL

(O que eles esqueceram de comentar ainda que a falta de conhecimento na preparação de futuras moradias populares pecaram tanto no acabamento, nos itens oferecidos e em seu descaso e mentiras que acabaram tendo prejuízos pois subestimaram essa classe popular, achando que não tinha-mos discernimento para reclamar o que nos era de direito, caíram do cavalo, pois hoje a classe popular está bem instruída, e como diz um colega meu, "hoje o pobre pode não saber guardar seu dinheiro, mas conhece seus direitos e sabe como correr atras quando está sendo lesado." Assim como o mundo cresce e evolui, nós também crescemos e aprendemos a lidar com as astúcias dos que nos julgam fracos e leigos.)
* Matéria enviada por um corretor da área que não deseja ser identificado*

Segue informação dele que confirma uma que tive a meses atrás que será lançada 2 torres atras do Belas Artes em Jandira de aproximadamente 16 andares cada, onde a estrutura será pior muito pior que a do Belas Artes, então pessoas, cuidado, não se deixem enganar.

Após fracassar na sua proposta de fazer imóveis populares, construtora reestrutura operação para tentar voltar a crescer.

18 de setembro de 2011 | 23h 00 POR: Patrícia Cançado, de O Estado de S.Paulo



SÃO PAULO - Uma pilha com dezenas de caixas de papelão logo na entrada do 18.º andar do número 37 da Avenida Paulista é o sinal mais visível do que vem acontecendo na construtora e incorporadora Trisul, uma das dez maiores de São Paulo. Quatro anos depois de abrir o capital na bolsa, a empresa fracassou na sua proposta ambiciosa de fazer imóveis populares, sendo obrigada agora a reformar a casa para sobreviver.

Há dez dias, a ferida da Trisul ficou ainda mais exposta com a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Os números, entregues com atraso, ainda não foram auditados. Mas já dá para ver que a situação do seu caixa é delicada: a companhia teve prejuízo de R$ 33,6 milhões no período, uma queda de 300% em relação ao ano anterior, e uma margem ainda pior (-17,4%) que a dos primeiros três meses do ano, que já havia sido negativa.



Sua ação depreciou tanto que vale hoje menos que um cafezinho. O valor de mercado da Trisul é de R$ 249,5 milhões. "Nem me fale sobre isso, porque a gente sofreu muito. É desagradável falar sobre esse assunto, mas estamos confiantes na retomada", afirma Jorge Cury Neto, fundador e presidente da Trisul.

Sem milagre. "Para consertar essa situação, não tem milagre. A empresa precisa parar de lançar, cortar custos e executar aquilo que já está lançado", diz um alto executivo do setor, que pediu anonimato. "Mas a empresa não vai quebrar. Os controladores têm muito dinheiro e a Trisul ainda tem muito a receber." O tamanho da empresa já mudou brutalmente neste ano. Desde 2008, o valor dos lançamentos de imóveis da Trisul chegava a cerca de R$ 800 milhões por ano. Em 2011, esse número não deve passar de R$ 300 milhões.

Além do encolhimento, a companhia desistiu de vender imóveis para a baixa renda e saiu de boa parte das cidades do interior de São Paulo. Para fazer caixa, também colocou alguns de seus terrenos à venda. "Descobrimos que não dá para ir para o segmento econômico sem escala e sem padronização. É mais interessante retornar às origens, focando em imóveis de médio e médio alto padrão", afirma Cury. "Quando você toca dez empreendimentos, está tudo na sua cabeça. Quando você cresce rápido demais, perde o controle."

Surpresas. O sinal vermelho só acendeu no fim do ano passado, quando o ciclo das primeiras obras do segmento econômico estava acabando. Foi ali que a Trisul descobriu que elas iam custar muito mais do que se previa inicialmente. "Começamos a refazer o orçamento de tudo. E essas perdas foram reconhecidas no primeiro e no segundo trimestres de 2011", diz Cury. "É uma soma de crescimento rápido, margens apertadas do segmento econômico e falta de ajustes internos e de controle para suportar esse crescimento." Cury diz que a fase de surpresas desagradáveis acabou. Mas o mercado prefere ver para crer.

Há três meses, a Trisul contratou a consultoria Gradus para fazer um corte de custos e para colocar ordem na casa, criando processos de engenharia e de repasse de dinheiro para os bancos. A empresa, hoje, já tem cerca de 100 funcionários a menos do que tinha no seu auge. O objetivo do trabalho, que termina em dezembro, é sanear a empresa para que ela volte a crescer.

O caso da Trisul é sintomático do que vem ocorrendo no mercado imobiliário nos cinco últimos anos. Muitas empresas foram à bolsa no afã de levantar centenas de milhões de reais e crescer rapidamente. Algumas não resistiram e, no meio do caminho, acabaram sendo vendidas.

A Trisul não sucumbiu à crise de 2008 porque tinha dinheiro em caixa, mas acabou perdendo a mão ao apostar todas as suas fichas num terreno desconhecido. "Eles se distraíram. A Trisul é o caso típico da má alocação de recursos. Não tinham a menor ideia de como fazer imóveis populares e os custos foram para a lua. Quem pagou a conta foram os acionistas", diz uma fonte ligada à empresa.

Em 2007, a Tricury e a Incosul eram duas empresas médias, mas que figuravam no ranking das dez maiores incorporadoras de São Paulo. Convencidos pelos bancos de investimentos, as duas se juntaram, formaram a Trisul e foram à bolsa. De uma hora para outra, deram um salto gigantesco: o valor dos lançamentos multiplicou por oito. Até então circunscrita à região metropolitana de São Paulo, a empresa passou a ter canteiros de obra em 25 cidades e a destinar 75% dos negócios para a baixa renda. Os donos ainda não sabiam, mas começavam aí os seus problemas.

O Erro de Cálculo Da TRI$UL

O erro de cálculo da TRISUL

(O que eles esqueceram de comentar ainda que a falta de conhecimento na preparação de futuras moradias populares pecaram tanto no acabamento, nos itens oferecidos e em seu descaso e mentiras que acabaram tendo prejuízos pois subestimaram essa classe popular, achando que não tinha-mos discernimento para reclamar o que nos era de direito, caíram do cavalo, pois hoje a classe popular está bem instruída, e como diz um colega meu, "hoje o pobre pode não saber guardar seu dinheiro, mas conhece seus direitos e sabe como correr atras quando está sendo lesado." Assim como o mundo cresce e evolui, nós também crescemos e aprendemos a lidar com as astúcias dos que nos julgam fracos e leigos.)
* Matéria enviada por um corretor da área que não deseja ser identificado*

Segue informação dele que confirma uma que tive a meses atrás que será lançada 2 torres atras do Belas Artes em Jandira de aproximadamente 16 andares cada, onde a estrutura será pior muito pior que a do Belas Artes, então pessoas, cuidado, não se deixem enganar.

Após fracassar na sua proposta de fazer imóveis populares, construtora reestrutura operação para tentar voltar a crescer.

18 de setembro de 2011 | 23h 00 POR: Patrícia Cançado, de O Estado de S.Paulo



SÃO PAULO - Uma pilha com dezenas de caixas de papelão logo na entrada do 18.º andar do número 37 da Avenida Paulista é o sinal mais visível do que vem acontecendo na construtora e incorporadora Trisul, uma das dez maiores de São Paulo. Quatro anos depois de abrir o capital na bolsa, a empresa fracassou na sua proposta ambiciosa de fazer imóveis populares, sendo obrigada agora a reformar a casa para sobreviver.

Há dez dias, a ferida da Trisul ficou ainda mais exposta com a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Os números, entregues com atraso, ainda não foram auditados. Mas já dá para ver que a situação do seu caixa é delicada: a companhia teve prejuízo de R$ 33,6 milhões no período, uma queda de 300% em relação ao ano anterior, e uma margem ainda pior (-17,4%) que a dos primeiros três meses do ano, que já havia sido negativa.



Sua ação depreciou tanto que vale hoje menos que um cafezinho. O valor de mercado da Trisul é de R$ 249,5 milhões. "Nem me fale sobre isso, porque a gente sofreu muito. É desagradável falar sobre esse assunto, mas estamos confiantes na retomada", afirma Jorge Cury Neto, fundador e presidente da Trisul.

Sem milagre. "Para consertar essa situação, não tem milagre. A empresa precisa parar de lançar, cortar custos e executar aquilo que já está lançado", diz um alto executivo do setor, que pediu anonimato. "Mas a empresa não vai quebrar. Os controladores têm muito dinheiro e a Trisul ainda tem muito a receber." O tamanho da empresa já mudou brutalmente neste ano. Desde 2008, o valor dos lançamentos de imóveis da Trisul chegava a cerca de R$ 800 milhões por ano. Em 2011, esse número não deve passar de R$ 300 milhões.

Além do encolhimento, a companhia desistiu de vender imóveis para a baixa renda e saiu de boa parte das cidades do interior de São Paulo. Para fazer caixa, também colocou alguns de seus terrenos à venda. "Descobrimos que não dá para ir para o segmento econômico sem escala e sem padronização. É mais interessante retornar às origens, focando em imóveis de médio e médio alto padrão", afirma Cury. "Quando você toca dez empreendimentos, está tudo na sua cabeça. Quando você cresce rápido demais, perde o controle."

Surpresas. O sinal vermelho só acendeu no fim do ano passado, quando o ciclo das primeiras obras do segmento econômico estava acabando. Foi ali que a Trisul descobriu que elas iam custar muito mais do que se previa inicialmente. "Começamos a refazer o orçamento de tudo. E essas perdas foram reconhecidas no primeiro e no segundo trimestres de 2011", diz Cury. "É uma soma de crescimento rápido, margens apertadas do segmento econômico e falta de ajustes internos e de controle para suportar esse crescimento." Cury diz que a fase de surpresas desagradáveis acabou. Mas o mercado prefere ver para crer.

Há três meses, a Trisul contratou a consultoria Gradus para fazer um corte de custos e para colocar ordem na casa, criando processos de engenharia e de repasse de dinheiro para os bancos. A empresa, hoje, já tem cerca de 100 funcionários a menos do que tinha no seu auge. O objetivo do trabalho, que termina em dezembro, é sanear a empresa para que ela volte a crescer.

O caso da Trisul é sintomático do que vem ocorrendo no mercado imobiliário nos cinco últimos anos. Muitas empresas foram à bolsa no afã de levantar centenas de milhões de reais e crescer rapidamente. Algumas não resistiram e, no meio do caminho, acabaram sendo vendidas.

A Trisul não sucumbiu à crise de 2008 porque tinha dinheiro em caixa, mas acabou perdendo a mão ao apostar todas as suas fichas num terreno desconhecido. "Eles se distraíram. A Trisul é o caso típico da má alocação de recursos. Não tinham a menor ideia de como fazer imóveis populares e os custos foram para a lua. Quem pagou a conta foram os acionistas", diz uma fonte ligada à empresa.

Em 2007, a Tricury e a Incosul eram duas empresas médias, mas que figuravam no ranking das dez maiores incorporadoras de São Paulo. Convencidos pelos bancos de investimentos, as duas se juntaram, formaram a Trisul e foram à bolsa. De uma hora para outra, deram um salto gigantesco: o valor dos lançamentos multiplicou por oito. Até então circunscrita à região metropolitana de São Paulo, a empresa passou a ter canteiros de obra em 25 cidades e a destinar 75% dos negócios para a baixa renda. Os donos ainda não sabiam, mas começavam aí os seus problemas.

sábado, 20 de agosto de 2011

O Relato do Henrique Ramos, mais um com problemas.

Entre final de setembro e começo de outubro de 2010 minha esposa foi até o stand de vendas do Residencial Vida Plena, onde foi atendida pela corretora de vendas Maria de Lourdes, que no stand era chamada de ¨Marinês¨. No primeiro contato a corretora informou que o apartamento na planta estava saindo por R$104.000,00 ( cento e quatro mil reais), porém para a negociação ela chamou seu gerente, chamado Canela. Foi explicado ao mesmo que queríamos dar um valor de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) como entrada e se possível parcelar o restante ate a entrega das chaves. O mesmo passou duas propostas, sugeriu que não entregássemos nosso dinheiro total na entrada e sim na entrega das chaves. A primeira proposta foi: R$ 9.000,00 + imposto, 26 X R$ 500,00, e os R$ 78.000,00 restantes na entrega das chaves. A segunda proposta: R$ 9.000,00 + imposto, 26 x R$1.000,00, e os R$ 65.000,00 restantes na entrega das chaves. Sendo assim o apartamento sairia pelo valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais). Voltamos para fechar o negocio no dia 23/10/2010, quando estava sendo feito o lançamento das últimas torres. Para garantir que tudo ocorresse conforme o esperado foi nos solicitado que chegássemos cedo. Chegamos ao plantão de vendas às 07h30min da manhã e foi nos solicitado que aguardássemos. Ficamos aguardando até as 11h00min da manhã quando nos foi oferecidos salgadinhos e que deveríamos ter calma porque naquele dia era tudo muito corrido. Por volta das 13h00min fomos contatados por um suposto advogado para conferir nossos documentos e também para nos apresentar nosso contrato de compra. Lemos a documentação onde nos surgiram inúmeras dúvidas, como por exemplo, nos detalhes do apartamento havia dados muito diferentes do que haviam nos dito durante a negociação como o fato da pia, onde a mesma poderia ser de granito ou resina, características muito diferentes e que não haviam nos falado durante a negociação e sempre foi nos dito “Fiquem tranqüilos que isso que está escrito é somente de praxe, mas todas as características serão como aquelas acordadas”. Outro fato que era divergente daquilo que havíamos combinado durante a negociação era de que pagaríamos R$ 9000,00 no ato do contrato, entretanto que tivemos que pagar R$ 10092,40 na forma de 12 cheques nominais, em valores diversos. Questionamos também o fato de pagarmos aproximadamente R$ 10.000,00 naquele momento e o contrato dizia que estávamos pagando R$ 4.500,00, foi nos respondido que receberíamos um recibo dizendo que havíamos pagado os R$ 10.000,00, pois já estávamos pagando uma parcela R$ 4300,00 que venceria em dezembro de 2011 e que teríamos que pagar naquele momento porque nosso apartamento foi negociado a um preço especial, R$ 100.000,00. Neste momento já eram 15h30min e não agüentávamos mais permanecer no stand de vendas aguardando. Após muitas reclamações conseguimos uma cópia do contrato e deixamos o stand de vendas às 16h20min horas, após quase 9 horas de muito cansaço, stress e fome.
Após quase 2 meses da data da assinatura do contrato recebemos de volta o contrato assinado pela construtora e para nossa surpresa não havia o suposto recibo dos R$ 10.000,00 pagos através dos 12 cheques. Voltamos ao plantão de vendas onde fomos recebidos pela vendedora Marines e alegamos a ausência do recibo, a vendedora falou que havia algum erro mais que deveríamos aguardar que ela veria o que tinha acontecido. Aguardamos uma semana e nada, voltamos ao plantão de vendas e não encontramos a vendedora, pedimos para falar com o gerente mais o mesmo não podia nos atender naquele momento. Voltamos mais duas vezes e nada. Na terceira vez aí fomos atendidos pelo gerente de vendas que ficou de nos providenciar o recibo, conforme acordado. Aguardamos novamente mais uma semana e nada. Voltamos ao plantão de vendas e fomos informados que o gerente estava de férias e que eu deveria esperar. Aguardamos o retorno do gerente de suas férias e o mesmo se demonstrou surpreso quando informamos que ainda não tínhamos recebido o recibo. O gerente nos solicitou para voltarmos no dia seguinte porque seu superior estaria no plantão de vendas. Voltamos no dia seguinte e fomos atendidos pelo senhor Canela e pelo suposto superior do senhor Canela. Apresentamos todos os documentos, alegamos que havia um erro e que queríamos resolver o problema, toda a conversa foi gravada. Neste novo encontro nos disseram mais uma vez que receberíamos o recibo e mais uma vez frustração. Voltamos novamente 15 dias depois no plantão de vendas onde estariam os representantes da matriz da empresa DelForte e fomos atendidos por outra pessoa acompanhada do senhor Canela e neste momento foi nos falado que estava tudo certo, que o valor pago estava correto e que o apartamento realmente custava R$ 104.000,00. Tentamos mais uma vez apresentar o contrato mais somente recebemos a imagem das costas dos funcionários da DelForte. Encaminhamos-nos até a Delegacia de Polícia, na Avenida General Carneiro de Sorocaba onde fomos atendidos por uma agente policial que falou que se chamada Sergio, perguntamos seu sobrenome e o agente de forma muito rude falou “-Só Sergio”, informamos que gostaríamos de lavrar um BO por estelionato. O agente nos indagou do problema e após falarmos que havia um problema em nosso contrato com valores, que haviam negociado com um valor e que depois o valor foi alterado, o agente nos falou que era um desacordo comercial, que não faria o BO e nos acompanhou para fora da delegacia, segurando-me pelo braço. Foi uma das atitudes mais humilhantes que já havíamos passado na vida, pois além de estarmos num estado de stress agudo pelo problema com o apartamento fomos humilhados na delegacia, sendo tratados como lixo.
Depois de tudo isso, ainda tentamos ligar para o departamento jurídico tanto da empresa DelForte, onde já fomos atendidos com muita grosseria e má vontade por uma atendente chamada Natalia. A mesma falou que entraria em contato com o advogado da empresa e nos retornaria no prazo de até 48 horas, resposta esta que estamos aguardando até o presente momento. Em seguida entramos em contato com a construtora Trisul, aonde fomos informados que a pessoa responsável pelo problema se chamava Rodrigo Valente e que entraria em contato conosco para maiores informações no prazo de 48horas. No dia seguinte que ele entrou em contato conosco, fomos informados de que o contrato estava certo, que o valor do apartamento era o que realmente estava descrito no contrato e que a comissão da corretora seria pago por nós mesmos, os compradores, que isso era uma pratica normal de mercado e se nós não concordássemos era pra entrarmos na justiça.
Sinceramente o que a empresa Trisul e a empresa DelForte estão fazendo conosco é um total desrespeito aos direitos do consumidor porque não contratamos a empresa DelForte para nos fazer a venda. A responsável pela contratação da DelForte foi a empresa Trisul então a mesma é que deveria pagar as custas informadas. A sensação é a de que agiram de má fé conosco porque em momento algum nos disseram que teríamos que pagar pelo serviço da venda.

Desde já lhe agradeço.

Henrique Ramos

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mais um relato - Desrespeito com o Proprietário

É com imensa tristeza que posto mais um relato de um Proprietário que está a espera de um milagre, sim digo isso pois milagre é o dia da entrega, milagre é eles arrumarem as irregularidades, milagre é ser bem atendido, MILAGRE é coisa que a TRI$UL e seus comparsas ainda não aprenderam e nem vão aprender a fazer ou conceder.


Estou adquirindo uma unidade do empreendimento Bem Estar Guarulhos.
Assinei o contrato em junho de 2008 e desde então pago religiosamente minhas parcelas
apesar de muitas em minha opinião terem excedido a correção monetária/reajuste no
período.
O empreendimento tinha data prevista para ser entregue em dezembro de 2010 com um
limite contratual de seis meses, ou seja, até junho de 2011.
A construtora enviou uma carta pelo correio informando da entrega em maio de 2010 e que os clientes deveriam providenciar os recursos para a quitação/financiamento.
Obedientemente e com muita dificuldade, consegui os recursos junto a rede bancária e entrei em contato com a Trisul através do "prestimoso" SAC onde me foi informado que o empreendimento seria entregue e que eu desconsiderasse os valores cobrados como juros na parcela para quitação que constava na área exclusiva de clientes, visto que lá a parcela tinha vencimento em dezembro de 2010 (relembrando... data prevista para a entrega) e que os mesmos não seriam cobrados, obviamente...
Num dado momento do mês, me liga uma atendente informando que tenho uma semana para
agendar minha vistoria num horário das 9 as 15h de 2 a 6 feira. Informo que eu trabalho nesse horário e que seria impossível eu comparecer assim, num prazo tão exíguo, visto que não tenho quem me substitua no trabalho assim, de forma tão imediata. A resposta não poderia ser melhor: "Todos estão conseguindo, o senhor tem que dar um jeito". Fiquei impressionado com o preparo e com a qualidade do atendimento. Fiz minha primeira reclamação formal junto a construtora. Foi-me informado que teria uma resposta em 48 horas. (Até hoje, 11 de agosto,estou aguardando).
Passamos maio, junho, data limite para entrega... começa o inverno e nada. Ligo para o SAC, querendo informações: "Sem previsão para entrega, nem vistorias". Informam que há uma crença, uma coisa de fé pelo que entendi de que o imóvel será entregue em julho. Nada por escrito.
Chegamos a julho. Novamente um atendente entra em contato comigo para agendamento da
vistoria, dizendo que desta vez o imóvel será entregue. Novamente me informam que tenho os mesmos horários para agendamento, porem desta vez consigo um horário para o dia 29 de julho. Mandam-me um e-mail confirmando a data.
Aproveitei a ligação para perguntar dos valores e data para a quitação. A atendente me informa que me enviará as informações por e-mail, mas ela ratifica a informação anterior, de que seria basicamente o mesmo valor que estava na área de clientes do site, sem os juros.
Pergunto então sobre uma multa para a empresa, visto que a entrega já tinha sido atrasada além do previsto no contrato. Com a resposta na ponta da língua ela me diz que não há tal multa prevista em contrato e que em teoria, a construtora pode entregar quando quiser, mas que eu podia ter certeza que estavam trabalhando para que fosse logo. Consternado, quis saber novamente sobre o valor a ser pago e ela então, calmamente, me informa que a parcela será corrigida mensalmente pelo INCC, mas não sofrerá incidência de juros. Penso: me lasquei..., ou melhor, nos lascamos vizinhos...
Abro minha segunda reclamação/chamado.
Chega a data da vistoria técnica... o atendente no prédio me diz: "A sua vistoria não é hoje... o senhor faltou a sua que foi no dia 22." Ele até me mostra seu papelzinho com o cronograma para comprovar. Eu saco meu celular e mostro o e-mail com a data que eu agendei a vistoria.
Após um longo imbróglio, ele diz que vai ver se pode abrir uma exceção e me atender... Fala com o engenheiro e que a contragosto me atende, somente porque o fulano que ele iria atender naquele momento havia faltado à vistoria (será mesmo???).
Bom, na unidade não pude verificar nada da parte elétrica, visto que estava desligada, mas que eu deveria acreditar (mais uma vez.... eles deveriam abrir uma igreja, eu acho) que tudo estava ok, pois já havia sido testado pela construtora (pensei: nossa, eu nem sei pra que tem vistoria, já que eles testam tudo...). Verifiquei contrapiso irregular, porta que não fecha, parede extremamente torta entre outros itens menores. O engenheiro anotou tudo e se comprometeu em corrigir tudo. Eu não assinei aprovando a unidade e, até o momento, ainda esta em aberto uma data para nova vistoria.
Nesse meio tempo, estava tentando fazia vários dias, falar no SAC e sem sucesso. Eu trabalho umas doze horas por dia e rodo uns 110 Km em deslocamento do trabalho a minha residência atual. Não me sobra muito tempo pra ficar no celular ouvindo musiquinha. Mesmo assim, eu fiquei todo o meu tempo livre (ou seja, almoçando e dirigindo) no telefone. Na maioria das vezes não fui atendido e não consegui qualquer informação nova ou concreta sobre os valores e data para quitação. Recebi uma correspondência informando para acessar o site e a área de clientes. Para minha surpresa, ao acessar o que verifico: dois valores diferentes para quitação e ambos maiores que o que constava até julho... bem maiores (uns 8 mil aproximadamente)
Ocorreu então a assembléia de instalação do condomínio no dia 04 de agosto e lá, eu e meus futuros vizinhos, fomos como uma nuvem de gafanhotos sobre os funcionários da TRISUL ao final da mesma. Fiquei lá até ser atendido. O atendente me ouve, diz que entende minha aflição, me passa o e-mail profissional dele e informa que sobre documentação e valores existe somente uma funcionária, mas que ele pessoalmente irá encaminhar minha solicitação a ela.
Pede ainda que eu fique tranquilo, pois toda a documentação estava pronta para ser
encaminhada para mim via e-mail.
Mando o e-mail ao atendente e impressionantemente ele rapidamente encaminha para a
responsável com cópia para mim. Surge até uma animação em mim, pensando que serei
atendido naquele mesmo mês... (visto que ele me deu o famoso prazo de 48 horas para
resposta), porem minha esperança se mostra infundada... lógico que não fui atendido...
Consigo umas folgas no trabalho e penso: agora vou resolver tudo. Após mais de uma hora de tentativas sucessivas no telefone, consigo ser atendido no dia 09 e peço para falar com a responsável. A atendente me diz que ela não pode me atender no momento, mas que eu aguardasse 48 horas para simplesmente poder falar com ela. Pergunto se não posso marcar um horário para atendimento presencial, mas sou informado que somente a responsável pode marcar esse horário e que, portanto eu deveria aguardar o referido prazo.
Abro então um novo chamado cujo prazo já se esgotou hoje, 11 de agosto. Ligo novamente para o SAC e quase chorei de felicidade ao ser atendido após apenas 25 minutos de espera. A atendente de hoje, com um bom humor contagiante, me informa que eu tenho que aguardar.
Ela irá me ligar hoje (ou não). Falo dos outros chamados que abri e que em todos o prazo foi estourado e simplesmente não tive resposta e ela, mais lisa que um sabonete molhado, se esquiva e joga responsabilidades para todos os lados. Ela me diz que eu tenho que entender:"Ela é uma só, você tem que entender. Você tem que aguardar, ela vai entrar em contato.
Vocês clientes querem tudo ao mesmo tempo, deixam tudo pra última hora e agora todos
querem pegar a chave". Após um momento de muda indignação e vontade de xingar (que
consegui controlar), pergunto: "Eu tenho alguma opção, senão aguardar?", resposta: "Não".
Desligo o telefone, impressionado com a falta de respeito da empresa com os seus clientes.
Não há qualquer preocupação na satisfação e atendimento as nossas necessidades.
Infelizmente não tenho como voltar atras e tenho que mais uma vez aguardar. Ainda hoje
entrei em contato com o Procon e com um advogado, infelizmente. O que era para ser um
momento feliz de realização de um sonho torna-se um penoso pesadelo, gerado simplesmente
por uma gestão de péssima qualidade e mesquinharia na contratação e treinamento de mão
de obra qualificada.
Espero que ninguém passe por isso, previna-se e se informe antes de comprar, é o que
recomendo. Não veja apenas o preço, localização, área, informe-se sobre o pós venda,
acredito que é essencial.
Àqueles que leram até aqui, me despeço. Tenho que ir até meu gastro pra reavaliar minha
úlcera agravada pela TRISUL e seu time de craques.
Evoé.
Eduardo R. Oliveira

Desisti do imóvel e agora? Eles querem cobrar um monte de coisas.

Após desistir de imóvel, comprador tem direito à devolução de parcelas pagas corrigidas


FONTE: STJ

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, a decisão que considerou abusiva cláusula de contrato de compra de imóvel comercializado pela empresa Franere – Comércio Construções Imobiliária Ltda. que previa a retenção de 30% dos valores pagos em caso de desistência do negócio. O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), ao desconstituir a cláusula contratual, determinou a devolução das parcelas pagas pela compradora corrigidas na forma do contrato.

Uma cliente da empresa imobiliária desistiu de um apartamento adquirido em 2002 e ajuizou ação para reaver os valores pagos por considerar abusiva a cláusula do contrato que previa a retenção de 30% do valor por parte da empresa vendedora. A cliente pediu a devolução das parcelas já pagas com o devido reajuste e consentiu com a retenção de 10% do valor pago a título de despesas administrativas. A compradora também pediu o pagamento de juros de 1% ao mês pela demora no ressarcimento. Em primeira instância, o pedido foi parcialmente atendido, o que foi mantido pelo TJMA.

Segundo considerou o tribunal maranhense, a cláusula do contrato que estabeleceu que a empresa poderia reter 30% do valor já pago era abusiva e deveria ser anulada. Também determinou o pagamento de 1% como juros de mora. Considerou-se que o princípio do pacto sunt servanda (o pacto deve ser cumprido), que rege os contratos, deveria ser flexibilizado em caso de abusos no acordo.

A empresa recorreu ao STJ, argumentado não haver ilegalidade na cláusula que prevê, em contrato de compra e venda de imóvel, a retenção de 30% dos valores recebidos. Alegou-se ainda que a empresa não teria dado causa à rescisão do contrato, sendo de responsabilidade exclusiva da cliente. Teriam sido violados os artigos 53 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e o 418 do Código Civil (CC).

O artigo do CDC determina que não há perda total do valor das prestações nos contratos de compra e venda quando, por causa de inadimplemento, é pedido que o contrato seja terminado. Já o artigo do CC determina que o vendedor tem o direito de reter o sinal no caso do desfazimento do contrato, na hipótese de sua não execução. Também foi apontado pela empresa dissídio jurisprudencial (julgados com diferentes conclusões sobre o mesmo tema).

Ao decidir, o ministro relator Massami Uyeda afirmou que a jurisprudência do STJ garante ao comprador o direito de entrar com ação para ser restituído parcialmente das importâncias pagas no caso de deixar de cumprir o contrato, por impossibilidade de cumpri-lo. Observou o ministro que, no caso, o que foi pago pela cliente era o sinal e várias parcelas. No caso, o desfazimento contratual ocorreu pela impossibilidade da autora de arcar com as prestações pactuadas, hipótese em que o sinal deve ser devolvido sob pena de enriquecimento ilícito”, comentou.

O ministro afirmou que o artigo 53 do CDC não revogou o 418 do CC, mas se um beneficia quem não deu motivo ao não cumprimento do contrato, o outro garante que o consumidor não perca tudo. O magistrado destacou que a jurisprudência do STJ tem entendido que a retenção de um percentual entre 10% e 20% do valor pago seria razoável para cobrir despesas administrativas. Com essa fundamentação, o ministro negou o recurso da empresa.
voltar

Mais uma que venceu as grandes construtoras ...

FONTE: EDITORA MAGISTER

Por decisão da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), uma empregada doméstica de Belo Horizonte ganhou o direito de receber de volta todo o valor gasto na compra de um apartamento de uma construtora que não entregou no prazo previsto pelo contrato.

A quantia total supera os R$ 24 mil que ela chegou a pagar, pois inclui também multa rescisória de 0,5% do preço do imóvel, que cabe à empresa.E.J.O.C. adquiriu um apartamento em construção no bairro Nova Pampulha, em Ribeirão das Neves, por R$ 30.000,46, mediante sinal de R$ 2.438,61 e financiamento do restante, cujas prestações ela vinha quitando regularmente. Conforme o contrato firmado entre a empresa e a consumidora, o imóvel deveria ter sido entregue em 30 de setembro de 2006.

Entretanto, como, passado mais de um ano, a obra sequer chegou a ser iniciada, a mulher procurou o Procon.

A empresa, porém, alegou que pagaria multa relativa ao atraso, mas não poderia devolver todo o montante pago, já que, nesse caso, a mulher estaria rescindindo o acordo firmado.A consumidora então ajuizou a ação, pedindo a devolução do valor pago.

Ela declarou ter perdido o interesse na unidade habitacional negociada quando viu que o cronograma não tinha sido respeitado e defendeu que não deveria pagar multa alguma porque “não deu causa à rescisão contratual”.

A construtora contestou alegando que a identificação de um sério problema na rede de esgoto impediu o andamento normal das obras, creditando o atraso à Copasa. Para a construtora, a demora deveu-se a um motivo de força maior, uma vez que ela “não pode responder por fatos imprevisíveis e alheios à sua vontade”. Além disso, ressaltou que, ao assinar o contrato, a cliente perdeu o direito de queixar-se das condições estabelecidas.

Essa argumentação não persuadiu o juiz Maurício Torres Soares, da 15ª Vara Cível de Belo Horizonte, que condenou a construtora a devolver todo o valor investido pela adquirente, acrescido de juros de mora de 1% ao mês, a contar da citação, de correção monetária mais a pena convencional de quantia equivalente a 0,5% do preço reajustado da unidade, por mês ou fração de mês de atraso, a contar de 30 de setembro de 2006.

“Antes de dar publicidade ao seu investimento imobiliário, o empreendedor deve se resguardar de toda a viabilidade funcional das obras de infra-estrutura”, sentenciou.

O magistrado também rejeitou o pedido da empresa para imputar a multa rescisória à compradora. Em seu entendimento, “não se pode legitimar que a construtora retenha qualquer valor pago pela consumidora, se foi ela quem deu causa à rescisão. Isso seria legitimar a má-fé dos fornecedores”.A construtora recorreu, mas a sentença foi integralmente mantida pelo desembargador Domingos Coelho. “Não tendo o imóvel sido entregue na data pactuada, por culpa do fornecedor, este deve ser responsabilizado pela rescisão”, afirmou.

O relator do recurso ponderou que, pela mesma razão, “não há que se falar na retenção de percentual sobre os valores já pagos, dada a conduta negligente da construtora”.O voto do relator foi acompanhado pelos desembargadores José Flávio de Almeida e Nilo Lacerda.

Processo: 1.0024.08.967727-2/001

Construtoras terão de restituir e indenizar clientes por atraso de obra

FONTE: ESPAÇO VITAL

A Construtora Rossi Residêncial S/A e a Caliandra Incorporadora Ltda foram condenadas ao pagamento de indenização por atraso na entrega de obra.

As empresas terão que restituir os pagamentos efetuados e reparar com R$ 3 mil, a título de dano moral, um casal que adquiriu imóvel residencial na planta.


A decisão, unânime, é da 3ª Turma Recursal Cível dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do RS, confirmando sentença proferida pela juíza leiga Viviane Castaldello Busatto, do 9º JEC de Porto Alegre.

O empreendimento vem sendo construído no Bairro Humaitá. Os apartamentos tem área privativa de a partir der 43 m2 e estão distribuídos em 17 torres.

Os autores da ação - M.S.M.e E.G. - firmaram contrato de aquisição de um apartamento no condomínio Verdi Praças Residenciais em outubro de 2007, sendo o prazo de entrega do bem fixado para maio de 2010. Após o pagamento de oito parcelas do imóvel, totalizando R$ 7.722.12, os consumidores constataram que o cronograma da obra estava atrasado.

Na ocasião, apenas 2% do serviço havia sido realizado. Por essa razão, requereram extrajudicialmente a resolução do contrato. Ao mesmo tempo, deixaram de pagar as demais parcelas mensais.

Em resposta, as empresas inscreveram os clientes na Serasa por quebra contratual. Alegaram que, pelo estipulado no contrato, os autores não teriam direito à restituição de 100% do valor adimplido, e sim de 20%. Sustentaram descumprimento da cláusula contratual de impontualidade por parte dos autores em razão da suspensão dos pagamentos. Afirmaram, ainda, que não haveria que se falar em ressarcimento por danos morais, tendo em vista que a obrigação de indenizar deve ter como fundamento a ocorrência de um dano, que precisa corresponder à lesão de um direito e o conseqüente prejuízo.

Segundo o relator do recurso, juiz de Direito Jerson Moacir Gubert, a quebra contratual se deu por conduta das rés. Quem contrata parte do pressuposto de que os prazos pactuados serão cumpridos, o que ocorreu no caso, tanto que a entrega foi prorrogada para julho de 2011, observou o relator.

Ele acrescentou que não há falar em motivos para acionar a cláusula contratual de impontualidade uma vez que essa não pode beneficiar apenas uma das partes. Tendo em vista a realidade fática, os autores deixaram de efetuar os pagamentos com base no inadimplemento antecipado das rés, observou. Assim, a cláusula de impontualidade, que num primeiro momento se mostraria legal, no caso em exame se torna abusiva, afirmou.

Houve a quebra contratual pela oferta e venda de um produto que não estava em condições de ser entregue aos consumidores na forma contratada. Para o relator, ademais, descabe retenção a qualquer título porque nenhum proveito adveio aos autores, por culpa imputável às demandadas.

Quanto ao dano moral, numa sociedade de consumo, o crédito é bem de alto valor e a mácula indevida ao crédito gera o dano moral. Assim, o simples cadastramento indevido mostra-se suficiente para lesar o patrimônio moral.

O acórdão, unânime, já transitou em julgado.

Atuaram em nome dos autores os advogados Teodoro Rosenfield Campis e Tairone Moreira Pacheco.

(Proc. nº 71002537397 - com informações do TJRS e da redação do Espaço Vital).

10 anos de espera por um apartamento que nunca foi e nem será entregue.

FONTE: STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a necessidade de compensação por danos morais a um casal que passou mais de dez anos esperando pelo apartamento que comprou ainda na planta e que jamais foi entregue.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia condenado a empresa Carvalho Hosken S.A. Engenharia e Construções ao pagamento de R$ 18 mil por danos morais, além de determinar a rescisão do contrato e a devolução de valores pagos pelo casal. A unidade habitacional que eles pretendiam adquirir fazia parte do empreendimento denominado Rio 2, que deveria ter sido construído na Barra da Tijuca.

A construtora Encol, hoje falida, era originalmente a responsável pelo empreendimento e cedeu os direitos para que a Carvalho Hosken prosseguisse com as obras, o que não aconteceu. Em recurso especial ao STJ, a segunda empresa contestou a decisão do tribunal estadual, alegando que o simples descumprimento do contrato não justificaria indenização por danos morais.

O relator do recurso, ministro Luis Felipe Salomão, disse que, de fato, o descumprimento de contratos nem sempre representa motivo para indenização por dano moral. Mas, segundo ele, embora a jurisprudência do STJ considere que esse descumprimento às vezes possa ser entendido como “mero dissabor”, as peculiaridades de cada caso devem ser analisadas a fim de se verificar se houve efeitos psicológicos capazes de exigir a reparação moral.

“Os precedentes não se posicionam de modo intransigente sobre a matéria, admitindo que, a depender da peculiaridade do caso concreto, possa ser constatado abalo moral a exigir compensação pecuniária”, afirmou o relator.

Luis Felipe Salomão considerou cabível a compensação por dano moral em razão do descumprimento de contrato de promessa de venda em que houve atraso de mais de dez anos na entrega do imóvel, “circunstância que extrapola o mero aborrecimento”.

O ministro destacou precedente da Corte que considerou que “o direito de moradia, entre outros direitos sociais, visa à promoção de cada um dos componentes do Estado, com o insigne propósito instrumental de torná-los aptos a realizar os atributos de sua personalidade e afirmar a sua dignidade como pessoa humana”.

Luis Felipe Salomão citou, ainda, um precedente semelhante envolvendo o mesmo empreendimento. À época do julgamento, o relator do caso anterior, ministro Aldir Passarinho Junior, atualmente aposentado, reconheceu o cabimento da compensação por danos morais. Ele destacou que houve atraso de quase dez anos e entendeu que a culpa foi exclusivamente da empresa.

Diante das circunstâncias que envolveram o inadimplemento da construtora, os ministros da Quarta Turma reconheceram a necessidade da compensação por danos morais, sem alterar o valor fixado pela Justiça fluminense. A decisão foi unânime.

Construtora tem que devolver valor pago por não entregar imóvel no prazo

FONTE: EDITORA MAGISTER

A 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, na última terça-feira (31), sentença que determinou a devolução dos valores pagos por cliente que comprou apartamento não entregue no prazo acordado.
Milton Belolli firmou contrato de compra e venda com a Magno Manpower Empreendimentos Imobiliários para adquirir um apartamento no valor de R$ 58 mil, dividido em 96 parcelas mensais. Após fazer os pagamentos durante mais de cinco anos, ele deixou de quitar as parcelas, em razão do atraso na entrega do empreendimento. Sob alegação de descumprimento de contrato, Belolli propôs ação de cobrança combinada com indenização por perdas e danos para rescindir o contrato, além de pleitear a devolução de todas as parcelas pagas.

A ação foi julgada parcialmente procedente pela 14ª Vara Cível da capital para declarar a extinção do contrato e condenar a empresa a devolver os valores pagos, corrigidos monetariamente e acrescidos de juros de mora de 6% ao ano, além do pagamento de penalidade contratual no valor equivalente a 0,1% do valor do contrato ao dia. Já o pedido de danos morais e materiais foi negado, sob alegação de que o contrato já estipula penalidade em caso de descumprimento.

Inconformados com a sentença, ambos apelaram. A companhia pleiteou a nulidade da sentença e o comprador requereu a condenação por danos morais.

O desembargador Carlos Henrique Trevisan negou provimento ao recurso de Belolli, mantendo a sentença que rejeitava a condenação por danos morais e deu parcial provimento à apelação da empresa, para excluir a obrigação de pagamento da multa diária estipulada.

A decisão, unânime, teve ainda a participação dos desembargadores Coelho Mendes e João Carlos Saletti.

Apelação nº 9123958-26.2007.8.26.0000

Indenização por atraso a entrega de imóvel

FONTE: TJRN

Magistrados destacaram que o dano moral ficou comprovado devido a frustração que o casal sofreu em não receber o apartamento prometido e estipulado contratualmente, não podendo considerar mero aborrecimento do cotidiano.

Um casal que adquiriu um apartamento vai ser ressarcido pelas despesas que tiveram com o atraso na entrega do imóvel. A empresa R.Rocha terá que pagar os valores gastos com aluguel e ainda 12 mil reais por danos morais.A decisão é da 2ª Câmara Cível do TJRN.

O contrato de compra e venda foi assinado em dezembro de 2004 e a entrega do apartamento programada para dezembro de 2006, data em que o casal celebraria seu casamento, momento em que tinham a expectativa de receber o imóvel. O contrato previa um prazo extra de 120 dias para entrega do imóvel que também foi extrapolado.

A empresa recorreu sob a alegação que o atraso foi provocado pelas fortes chuvas do período. Entretanto, os magistrados destacaram que essa alegação não pode ser aceita, pois o número de meses em atraso (9 meses) superou em muito os dias chuvosos (em média um mês).

“A ocorrência de chuvas excessivas, não é fato bastante a autorizar a modificação no prazo de entrega do imóvel, uma vez que as precipitações pluviométricas não constituem força maior. O atraso do réu alcançou mais de nove meses, contados da data do final do prazo extra até a data da apresentação das alegações finais por parte do autor (24/03/2008), ou seja, um número de meses muito superior à quantidade de dias chuvosos, não se demonstrando plausível que este tenha sido o fator preponderante que, por si só, ocasionou o inadimplemento do contrato”, destacou o desembargador Aderson Silvino.

De acordo com o entendimento dos desembargadores, as chuvas excessivas não constituem fator suficiente para modificar o prazo de entrega do imóvel, pois as precipitações pluviométricas não constituem força maior. Além do fato de que o atraso durou 9 meses, contados da data do prazo “extra”, ou seja um período muito maior do que a quantidade de dias chuvosos. Ficou constatado através de depoimentos de funcionários da empresa que o atraso ocorreu por falta de mão-de-obra terceirizada.

“O atraso na entrega da obra restou confirmado, por ingerência da empresa demandada, e não por alterações climáticas ocorridas num determinado mês, como cita a demandada na sua defesa”.

O dano moral ficou comprovado devido a frustração que o casal sofreu em não receber o apartamento prometido e estipulado contratualmente, não podendo considerar mero aborrecimento do cotidiano. O portal de notícias do TJRN não informou o número do processo.

Corretagem quem deve pagar?

Bom ao que tudo indica e como nota-se em posts anteriores, a corretagem é dever de quem contrata os serviços, portanto você que adquiriu um imóvel de uma construtora ou até mesmo através de banco financeiro, você nada deve pagar.

No CDC (código de defesa do consumidor)temos a informação desse ato, quem paga é o contratante (caso de construtoras e bancos).

Você só deve pagar corretagem quando você procura um corretor a fim dele fazer o trabalho de busca do imóvel ideal, de acordo com seus desejos, perfil e possibilidades. Se você não se enquadra nesse perfil, ou seja, não procurou um corretor para fazer a busca ou mediar a venda, locação, compra etc, nada tem a pagar.

Se caso você comprou um imóvel na planta por exemplo e pagou corretagem (aquela entrada parcelada com valores diferentes geralmente dada na assinatura de compromisso de compra e venda) entre em contato com seu advogado e peça orientações de como proceder, se o valor for de até 20 salários mínimos não há necessidade de advogado, procure o JEC mais próximo e requeira seus direitos de volta, com juros, correções e em dobro.

Segue matéria sobre esse assunto.

Caixa deve devolver honorários para clientes

GABRIEL RODRIGUES GARCIA

A Caixa Econômica Federal foi condenada, nesta terça-feira (25/8), a restituir os valores pagos a título de honorários de corretagem a seus clientes que compraram imóveis em Goiás.

A decisão foi tomada pela Justiça Federal, que confirmou liminar concedida ao Ministério Público Federal em Ação Civil Pública.

Cabe recurso.Em caso descumprimento, a multa diária foi estipulada em R$ 1 mil.

Com a decisão, a Caixa deve deixar de exigir o pagamento de 5% além do valor do imóvel para honorários por serviços de corretagem.

A subtração desse percentual é resultado de um convênio firmado entre o banco e o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-GO).

Anteriormente, eram exigidos dos consumidores, interessados na aquisição de imóveis da Caixa, por vendas diretas, a prestação de depósito de caução e de pagamento de honorários ao Creci de Goiás.

O MPF entende que o serviço é prestado à Caixa e não ao comprador. E, por isso, quem tem de arcar com essa despesa é o banco.

A Justiça declarou a nulidade de todas as cláusulas, em editais de licitação, contratos e convênios da Caixa e do Creci de Goiás, que impunham aos consumidores a obrigação de pagamento de honorários pelos serviços de corretagem.

A Caixa, ao cobrar os 5%, desvirtuava uma de suas mais importantes funções sociais que é facilitar a todo cidadão o direito à moradia.

Com essa sentença, a Justiça confirma o trabalho do MPF em impedir esses abusos contratuais lesivos aos consumidores, argumenta a procuradora da República Mariane Guimarães, autora da ação.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Justiça Federal de Goiás.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Papai Noel da construção = Apartamento Mal Estar Guarulhos

Trisul – Papai Noel da Construção



Apartamento Mal Estar Guarulhos da Construtora Trisul

Infelizmente não é exclusividade de um ou dois. Quando você vai comprar um apartamento, você não compra só um simples imóvel, você compra um sonho, infelizmente alguns se tornam realidade e outros se tornam verdadeiros pesadelos. Não é de hoje que a “empresa” (entre aspas, pois empresa tem organização, que não é o caso) anda dando suas parábolas, comenta-se “a boca pequena” que iria entregar em maio (basta saber de que ano). Pois bem, o fato é que de entrega nada, mas cobrança eles são fantásticos. Acontece que eles colocam o valor maior como intermediaria e quer obrigar o consumidor a fazer o financiamento antes mesmo de entregar o imóvel, além de atrasar a entrega, quer que você não more no que comprou e fique morando nas ruas ou quem sabe em albergues da prefeitura. Bom resumindo, estão cobrando juros desde a parcela do financiamento, o que dá hoje uns 40.000,00 em 8 meses(Claro de atraso deles). É isso ai a Trisul é assim mesmo. (Quem mandou confiar nas estórias de ficção dos jornaizinhos de avenida). Você liga para lá e escuta aquele monte de “gerundismo” “vou estar fazendo”, “vou estar anotando”, “vou estar resolvendo” e NADA. Não espero que todos os meus problemas se resolvam reclamando, mas sim avisar para aqueles que querem comprar um apartamento na planta, dar uma olhada na internet, nos sites de reclamações, para saber que tipo de construtora você está lidando. Aviso a todas as futuras crianças consumidoras para não acreditarem no Papai Noel da construção, pois o único saco que vai ser cheio não é o do Papai Noel, e sim o seu.


--
Valter Gimenes.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Atraso na entrega de novos apartamentos cresce 65% em SP

Cerca de 20 mil mutuários aguardam pela entrega de seus imóveis há, pelo menos, cinco anos

ANDERSON FIGO
Especial para o RROnline*

Desde 2005, houve crescimento de 65% no atraso da entrega de novos edifícios no Estado de São Paulo, segundo pesquisa da ONG ABC (Associação Brasileira do Consumidor). De acordo com a entidade, são cerca de 20 mil mutuários que aguardam seus apartamentos há, pelo menos, cinco anos. Os consumidores afirmam que muitas construtoras estão de olho no dinheiro que será pago antes de obter o financiamento, que equivale a 20% do preço total do imóvel adquirido.

O engenheiro químico Rafael Silva, 27, conhece bem esta situação. Recém-casado, comprou um apartamento no centro de São Bernardo para mudar com sua esposa há quase um ano e foi surpreendido quando a construtora não cumpriu o prazo de entrega. “A promessa era de que o nosso apartamento seria entregue em julho do ano passado, mas, quando chegou a data, fomos avisados de que haveria um atraso de quatro meses devido ao mau tempo, que atrasou a construção do prédio”, disse.

Apesar do imprevisto, Silva não tomou nenhuma atitude legal em um primeiro momento, uma vez que estava previsto em contrato que a entrega do apartamento poderia ser postergada por até seis meses, caso houvesse intervenção de efeitos naturais, como o mau tempo.

O consultor jurídico Antonio Pereira destaca que é importantíssimo os consumidores ficarem atentos para este tipo de cláusula no momento da assinatura do contrato de compra de qualquer imóvel em construção, mas que isso não os impede de exigir reembolso pelos prejuízos causados pela demora na entrega do imóvel.

“As pessoas geralmente estão tão empolgadas em adquirir aquela casa ou apartamento que acabam não prestando atenção neste tipo de coisa”, afirmou. “A maior preocupação delas é com as formas de pagamento, financiamento, e esta questão da data de entrega do imóvel fica muito no boca a boca, quase ninguém tem o costume de conferir se as promessas de entrega feitas pelo corretor de imóveis estão realmente descritas no papel”, completou.

Foi o que aconteceu com Silva. O engenheiro químico só foi descobrir que havia esta possibilidade de atraso na entrega do imóvel prevista em contrato pouco antes do aviso da construtora chegar. “Eu nem prestei atenção nisso. Nossa sorte foi que eu e minha esposa já morávamos em outro apartamento e não o vendemos antes de comprar o novo, então, apenas continuamos onde a gente já estava”, disse. A construtora responsável pelo edifício de Silva entregou o apartamento apenas em dezembro de 2010, cinco meses depois da data prometida.

“Como eu não fui prejudicado porque eu tinha outro lugar para ficar durante este tempo, eu nem fui atrás de processar a empresa. Mas, eu sei que um grupo de pessoas foi lesado”, destacou Silva.

Segundo o Procon (Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor), na compra de imóvel na planta, o contrato deve informar o prazo para o início e entrega da obra. A multa por atraso na entrega deve estar incluída nestas cláusulas. Se não houver cláusula que estabeleça obrigações para o fornecedor caso o prazo de conclusão da obra não seja cumprido, o consumidor deve negociar a inserção.

Além disso, o artigo 35 do CDC (Código de Defesa do Consumidor) estabelece que, no caso do descumprimento de contrato, o consumidor pode exigir o cumprimento forçado da obrigação, rescindir o contrato ou exigir produto ou serviço equivalente.

O Procon revelou, ainda, que o consumidor deverá questionar a construtora por escrito, protocolando uma via da reclamação. Caso não haja resposta favorável ao questionamento, o consumidor poderá recorrer a um órgão de proteção ao consumidor ou ao Poder Judiciário.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

STJ: taxa de condomínio somente após entrega das chaves

EXTRAÍDO DE: OAB - RIO DE JANEIRO - 04 DE DEZEMBRO DE 2009

Compradores de imóveis na planta são obrigados a pagar eventual taxa de condomínio somente após o recebimento das chaves. É o que decidiu ontem o Superior Tribunal de Justiça (STJ) em um processo emque a construtora e a administração do condomínio empurraram a despesa para o comprador antes do recebimento do apartamento. A decisão, válida somente para esse caso julgado, é importante porque sinaliza aos demais juízes, em qualquer outra ação judicial, e aos Procons como deve ser aplicada a regra de cobrança do condomínio em caso de imóvel recém-construído.

É comum no mercado imobiliário que a construtora transfira para o comprador do imóvel a taxa de condomínio a partir da emissão do "habitese" (documento emitido pelas prefeituras atestando a legalidade do prédio ou da casa). O problema é que nem sempre ocorre a entrega imediata do imóvel com a liberação.
Em casos de prédios, por exemplo, a lei exige desmembramento da matrícula do empreendimento para cada unidade, para assim lavrar a escritura e registrar o imóvel, o que leva, em média, dois meses.
Sem contar a própria demora na entrega das chaves quando envolve financiamento bancário para quitar o saldo devedor com a construtora.
No caso julgado pelo STJ, a administração do condomínio, que já estava constituído quando o imóvel ficou pronto, promoveuumaação de cobrança contra o proprietário para receber despesas condominiais relativas a dois meses antes da data em que o comprador recebeu as chaves.
Segundo entendimento da Segunda Seção do STJ, a efetiva posse do imóvel, com a entrega das chaves, define o momento a partir do qual surge, para o condômino, a obrigação de fazer o pagamento do condomínio.
Antes disso, eventual despesa é de responsabilidade de quem tem a posse do imóvel, ou seja, da construtora.
Portanto, é dela que o condomínio deve cobrar as taxas.
Autor: Do jornal O Dia

Saiba o que fazer se a entrega do seu imóvel atrasar

PEDIR INDENIZAÇÃO JUDICIALMENTE É CAMINHO PARA DEMORA NO FIM DA OBRA.
SECOVI-SP ALERTA SOBRE CUIDADOS ANTES DE COMPRAR NA PLANTA.
Daniel Buarque e Ligia Guimarães Do G1, em São Paulo - 15/06/2011 07h05

Quem sofre com os atrasos na entrega de imóveis comprados na planta tem direito a pedir indenização, de acordo com Renata Reis, supervisora de assuntos financeiros e de habitação do Procon-SP. Além disso, se o atraso implicar em pagamento de aluguel no período do atraso ou comprovar despesas extras causadas pela demora nas obras, o comprador pode e deve pedir ressarcimento.


Segundo o advogado Marcelo Tapai, o consumidor tem 2 opções jurídicas em caso de atraso na entrega do imóvel comprado: desfazer o negócio, recebendo 100% do que pagou, ou esperar a conclusão da obra e pedir indenização pelo atraso.
“Algumas sentenças chegam a indenizar o comprador em 20% do valor do imóvel”, contou. Em um caso específico mostrado por ele, o comprador de um imóvel que demorou quase 1 ano além do prazo previsto para ser entregue conseguiu na Justiça o direito de desfazer o contrato, receber o que havia pago com correção e ainda ganhar R$ 50 mil em indenização por danos morais.

Concorrência e marketing
Segundo Odair Senra, vice-presidente de Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), a concorrência entre as construtoras fez com que as datas prometidas para entrega dos imóveis passassem a ser usadas como ferramenta de marketing. “Quem entregasse [o imóvel] mais rápido podia ter mais facilidade de venda. São condições de mercado”, disse. Segundo ele, não houve erro no planejamento dessas datas, entretanto. “Houve um volume de obras muito grande”, disse.
Senra diz que, no passado, era prevista uma data de término somente após a conclusão das fundações de cada obra, mas a tecnologia de construção permitiu que as datas de finalização fossem definidas desde antes do início das obras, entrando nos contratos.

De acordo com Senra, não é possível dizer se existe tendência de favorecer o consumidor nos processos judiciais por atraso na entrega de imóvel. Em entrevista ao G1, ele disse que não existe um acompanhamento do grupo em relação aos dados de justiça relativos a processos por causa de atraso na entrega dos imóveis. “Cada caso é julgado isoladamente, dependendo do que se pede e do motivo do atraso”, disse.

Segundo Tapai, no entanto, a Justiça muitas vezes favorece os compradores. “O Judiciário está atento à questão e tem dado razão aos consumidores e condenando as empresas ao pagamento de indenizações por danos materiais e morais. Essa é uma tendência e decisões nesse sentido são proferidas reiteradamente”, disse.
Cuidados antes da compra na plantaO Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) dá algumas recomendações para evitar problemas na compra do imóvel na planta:

- ao escolher comprar um imóvel na planta, pesquise a história e a atuação da empresa construtora/incorporadora e, se possível, visite uma obra já entregue por ela;

- peça uma cópia do registro da incorporação ao corretor e antes de assinar o contrato de compra e venda. Se possível, peça que o contrato seja revisado por um advogado de confiança;

- acompanhe o estágio das obras por meio de visitas ao empreendimento ou pela internet, se esse serviço for oferecido pela empresa;

- programe-se: os valores das prestações pagas durante o período da construção do empreendimento podem ser diferentes das parcelas de financiamento do saldo devedor;

- fique atento: até a entrega das chaves, o saldo devedor é corrigido mensalmente pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC ou Custo Unitário Básico – CUB);

- após a entrega das chaves, você terá a opção de quitar a dívida, usar os recursos do FGTS para amortizar parte do valor – caso seja a aquisição do primeiro imóvel – e financiar o restante com o banco. "Há taxas atrativas e prazos longos disponíveis no mercado. O fundamental, no entanto, é que a parcela – fixa ou reajustável - caiba no seu bolso", recomenda o Secovi-SP;

- após a liberação do financiamento, a assinatura da escritura do imóvel e a entrega das chaves, o comprador tem de pagar o Imposto sobre a transmissão de bens imóveis (ITBI ) à prefeitura e as taxas de registro cartorárias. Juntas, elas correspondem a aproximadamente 4% do valor de compra do imóvel;

- nunca deixe de registrar sua escritura no Registro de Imóveis, mesmo que não tenha contratado financiamento;

- quando receber o imóvel, leia as instruções de uso e o Manual do Proprietário para certificar-se das garantias da sua unidade. Os prazos legais são diferentes para os vários componentes.
Prejuízo para todos
Segundo as empresas de construção, não se pode acusar o setor de não se preocupar em cumprir os prazos estabelecidos para a entrega de imóveis.
"O atraso não é um problema só para o comprador. Quando demoramos a entregar um imóvel, o custo fixo que se tem com a obra é muito mais alto.

Quando se alonga um prazo de entrega, se alongam os custos", explicou Rogério Jonas Zylberstajn, vice-presidente da RJZ Cyrela.
Para o vice-presidente de Imobiliário do Sinsudcon-SP, Odair Senra, é preciso deixar claro que não existe uma parte tendo vantagem e outra desvantagem. "Não queremos ter que incluir no orçamento uma multa por nao cumprir prazo", disse, alegando que o objetivo das construtoras é cumprir o prazo.
Segundo João Crestana, do Secovi, a consequência dos gargalos do setor é a soma de atrasos e prejuízos, tanto para as construtoras quanto para os consumidores. "Isso aumenta preços e diminui os lucros da indústria."

Bahia: Liminar obriga construtora a pagar aluguel por atraso (TV Aratu)

Matéria com Dr. Henrique Guimarães (advogado da ação) - "Vitória do consumidor. Numa decisão inédita, uma liminar da justiça obriga a construtora OAS a pagar multa aos clientes pelo atraso na entrega dos apartamentos..." Humberto Farias - TV Aratu / SBT.
Fonte: http://www.aratuonline.com.br/videos/6875,liminar-da-justica-obriga-construtora-a-pagar-multa-por-atraso.html

Assista ao Video

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Mais uma da Trisul ... não assume seus erros.

“Comprei um imovel da TRISUL (Vida Plena Sabará) e por outra razão já postei reclamação aqui. Agora após a entrega das chaves, fui colocar o piso. O colocador me informou que o piso está irregular com diferença de 2mm e isso prejudicaria a qualidade do piso laminado. Entrei em contato com a TRISUL que mandou um tecnico lá e este me disse que nao tem nada irregular com o meu piso. Voltei a falar com a empresa que vai colocar o laminado, e esta me disse que eu deveria assinar um termo de responsabilidade.


Como eu não sou colocadora de piso nem sou da construção civil... estou no meio dessa quebra de braços. Porém entendo que se a Trisul está afirmando que o piso não tem problemas deve então assinar este termo de responsabilidade. Afinal quem construiu o piso foi ela e nao eu.

Tento falar no SAC 3147-0018 da Trisul e adivinha? Ninguém atende!”


Doresvile De Moura

Ministério Público x TRI$UL

Boa notícia, pessoal, espalhe para os vizinhos: de tanto a Wanessa Motta denunciar, o Ministério Público de Jandira abriu um inquérito para apurar todas as nossas queixas contra a Trisul e pediu uma relação de todas as ações contra ela no Forum de Jandira. Ou seja, eles também vão processar a Trisul, por meio de uma Ação Civil Pública, que terá efeitos reflexos nas ações de todos vocês.

É provável que os juízes entendam que, se os promotores estão investigando a Trisul, algo de muito irregular aconteceu lá. E nossas chances de êxito na ação aumentam consideravelmente.

Isso abre, inclusive, precedentes nas outras 34 ações ajuizadas por nós contra esta mesma Construtora (partindo da premissa - se a Trisul errou em Jandira, errou também em Santo André, Guarulhos...)

Para quem tem intenção de processar a Trisul, pois se sente prejudicado com a conduta da empresa na condução da entrega do Empreendimento Belas Artes II, a hora é agora.

Um abraço.



Atenciosamente,

Helena Bastos Silveira de Araujo
Advogada - OAB/SP 285.669
Contato - (11) 8255 - 4488
Nextel: (11) 7756-4916
ID 55*105*143313

Michelle Alves Fernandes
Advogada - OAB/SP 305.191
Contato: (11) 8154-8152
Nextel: (11) 7774-9277
ID 55*105*185890

terça-feira, 21 de junho de 2011

Olha o absurdo que encontrei no Youtube.

Aqui nesta matéria a prefeitura não faz a vistoria e expede o Habite-se mesmo assim.


domingo, 19 de junho de 2011

Noticia boa.

Pois é ... Meu processo está andando ... e eu estava apreensiva com relação a não conseguir a gratuidade ... mas a boa noticia chegou em momento oportuno e queria muito compartilhar com vocês.


17/06/2011Despacho Proferido
Vistos. Diante dos documentos que demonstram a insuficiência de recursos, concedo aos autores os benefícios da justiça gratuita. Anote-se. Citem-se.

Mês passado eu fu testemunha em uma Audiência de uns amigos do Belas Artes 1. Pois pasmem ... a advogada deles alegou para o Juiz que compraram a área pública por R$ 500 mil. Por fim acabaram falando que tem um contrato de concessão de 50 anos ... o Juiz pediu documentos comprovando e parece que foi aberto solicitação para investigação no Ministério público.

Vamos ver onde vai dar tudo... mes que vem tem nova audiência.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Quando pensamos que já vimos de tudo ... a Tri$ul consegue se superar ...

Recebi o email do Vinicius e não pude deixar de rir e de ficar com mas raiva anda ... Gente quando penso que ja aconteceu de tudo ... sempre vem uma nova historia e dessa vez ... leiam e trem suas proprias conclusões.


Bom dia,
Estou apenas postando aqui para que você publique partes ou todo o post, SE QUISER...
é que como será grande, eu vou aproveitar e colocar no site do www.reclameaqui.com.br

Grande Blog, grande iniciativa...se precisar ai de qualquer ajuda na parte imobiliária, créditos, impostos, juros, pode me consultar.
Tenho experiência nessa maldita área assim como minha mulher, visto que trabalhamos em uma construtora que chegou a FALIR...
garanto que é o mesmo caminho para a Trisul...


"O POST"

Direto ao resumo da ópera: Tenho um sonho destruído.

Meu nome é Vinicius Allil, e sou "proprietário" de um imóvel da Trisul-SA (que se diz a quarta maior "construtora")
Pode até ser, mas eles tem um título de Primeiro Lugar em incompetência e Mediocridade.
Assim como cerca de 270 familias, eu aguardo o término da obra do Reserva Natureza.
Deixem me contar alguns fatos...FATOS, juro que não é piada...mas podem rir um pouco comigo da Trisul.
Comprei uma unidade com a famosa planta de 2 dorms. e sala ampliada.

- Primeira vistoria da "unidade":
- Os gênios, conseguiram construir uma parede formando o terceiro dormitório na minha unidade! Sensacional!
É quase que uma promoção, Compre 2 e leve 3!

- Janelas e portas. Estas por sua vez estavam tão bem instaladas quanto as que minha irmã de 5 anos faz brincando de LEGO!

- Acampamento! É isso mesmo...acampamento....Poxa Vinicius, como assim???
Como minha unidade é térrea, fui recebido com cerca de 5 trabalhadores dormindo espalhados pelo chão da unidade. Detalhe, fui instruído a tomar cuidado e não atrapalhar o "SERVIÇO"...E nem a Fanta e a Coca-Cola que estavam lá foram oferecidas....MAS QUE FALTA DE RESPEITO HEIN TRISUL???

- Sujeira! Aaahhh Vinicius, vai me dizer que tinha papel de balas no chão???
Resposta: NÃO, tinha fezes nos vasos sanitários e no chão...

Ahhh desculpe não explicar o fato de "unidade" estar entre aspas...ops...preciso explicar???

- Segunda vistoria da unidade
- Os gênios se superaram!!! A Parede foi derrubada...o cocô do nenêm retirado...
Minha irmãzinha deu uma aula de LEGO para eles!!!
Pergunta: Nossa Vinicius, arrumaram sua unidade tão rapidamente assim....
Resposta: Sim...rapidinho, 3 meses!! Legal! Numa boa, eu levanto um prédio em 3 meses.

Rebobina o tape 1 hora e 30 minutos...vou acabar com a alegria de todos tudo bem?? A Trisul já faz isso mesmo certo???
Chegamos à obra eu e minha mulher, 15 minutos antes do combinado (Ainda bem né, pois o email da Trisul diz que se atrasarmos apenas 15 minutos, eles não fazem a vistoria, enfim)
Legal...4:30 começa a vistoria!!! Opa...Trisul honrando a medalha da mediocridade novamente.
Nesse meio tempo, foi no mínimo umas 15 ligações para o escritório da Trisul tentando localizar alguém.
Com muito custo, e graças a uma conhecida minha lá dentro, recebo o Engenheiro Responsável (olha que importância).
A informação é que o escritório havia agendado a vistoria, mas a obra não havia recebido.
E ai, como o pessoal da Trisul já gosta de brincar de LEGO...foram brincar de Batata Quente, um passando a porcaria do problema para o outro!

Detalhe: Dizem que o email não chegou a obra pois lá em Cotia tem problema de internet (Uma pena que ele falou isso pra um cara que trabalha a mais de 8 anos com tecnologia)

Quando, com muito custo, a chave chega para abrir a unidade...eu relato ao Engenheiro que vou fotografar, para ver o progresso da minha unidade!
Ai para a surpresa de todos:
"NÃO É PERMITIDO FOTOGRAFAR"
Ahh Vinicius, fala sério.....
Pessoal, juro, é só pedir pra fotografar...que o "Engenheiro Responsável" vira homem!! Fica bravo!!! (Porque antes ele veio com um brinquinho e um sorrizinho.....ainda bem que sou casado)
O cara ficou na minha frente, me impossibilitando de fotografar.

Resumo, terei mais uma vistoria!
Vou virar perito em vistorias de LEGO!

Parece até que trabalho na Trisul, contando tanta desgraça, balbúrdias etc....

Mais uma vez, importante, disponibilizo aqui meu email para quem quiser contato. Respondo a todos
Tenho junto a minha mulher, alguns anos de experiência por termos trabalhado em construtoras e incorporadoras. Então qualquer dúvida sobre financiamento, prazos, leis, reajustes números, juros, depto jurídico, bla bla bla, que a TRISUL não resolver.....EU TENTO, TENTO ajudar da melhor maneira possível....
SEM CUSTO, pois é capaz de sermos cobrados da TRISUL por ligar lá daqui a pouco.


Bom....tem um monte de coisa...e eu já estou sendo chato e cansei de falar mal...não aguento escrever tudo sobre a Trisul...preciso de ajuda...
VAMOS POSTAR

Abraços,
desculpem o jargões utilizados ao longo do texto.

Vinicius Allil
MSN/Email: viniallil@hotmail.com