quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A história da Tatiana X TRISUL.

Compramos um apartamento em fevereiro/2008 com muitas promessas, inclusive de entrega até julho/2010, em São Caetano do Sul – Alegre Gran Condominium.

Durante a obra, entramos em contato várias vezes para pedir algumas modificações na planta (que em visita vimos que vários apartamentos haviam feito) e primeiro tínhamos que “esperar” pois não estava na hora de pedir. Posteriormente, após o prazo por eles estipulados para retornar as ligações, já havia passado o prazo e não mais poderíamos fazer as alterações.

Tudo bem, mesmo que tenhamos que arcar financeiramente com essas alterações e demorar mais ainda para nos mudar, não tínhamos o que fazer.

O SAC da Trisul como sempre ineficaz, ineficiente e sem preparo (cheguei a ir almoçar deixando o telefone na espera e na volta do almoço ainda estava na fila!!), sempre empurrando com a barriga os fatos e não passando informações concretas, somente subjetivas.

Em julho/2010, recebemos uma carta datada onde estavam nos parabenizando e pedindo para contatar a empresa de repasse para adiantarmos o processo de entrega das chaves. Até aí tudo parecia perfeito, pois já havia chegado a data programada e o imóvel realmente estava pronto (além de morar perto, fazíamos visitas regulares).

Fomos atrás da documentação, e dentre elas possuía uma certidão minha e de meu esposo, emitida pelo cartório, com vencimento de 30 dias, e também o extrato do FGTS. Perdemos dois dias no trabalho para resolver essa questão, como solicitado pela TRISUL S/A.

Na ocasião também, nos casamos no civil e mudei todos os meus documentos. Fomos informados pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco Bradesco que eles deveriam corrigir meu nome, pois na ocasião do financiamento essa divergência poderia interferir no processo de formalização. Essa solicitação foi feita pela primeira vez em julho/2010 por e-mail e por telefone (que haviam confirmado que já tinha sido corrigido).

No mês seguinte, venceram as certidões e também continuamos a receber correspondências com meu nome “incorreto”. Novamente enviamos e-mails e ligamos. Dessa vez estava “corrigido”.

Em setembro, ainda não estava. O SAC não mais responde e-mails, somente fala que foi corrigido o nome (e até hoje, final de janeiro/2011 ainda não foi!). Nesse mesmo mês, entramos em contato e após horas de espera até chegar na pessoa que saberia nos passar uma informação concreta, fomos informados que já haviam começado o processo de entrega dos apartamentos e que até outubro nossa unidade seria entregue. Não foi.

Em outubro fizemos novo contato e informaram que até a primeira quinzena de novembro seria entregue, após agendamento da vistoria técnica. Também não foi.

Preocupados com os prazos internos da TRISUL S/A, entramos em contato para informá-los que iríamos nos casar no religioso no meio de dezembro/2010 e assim ficando em viagem até 25/12/2010. Entramos em contato novamente, no SAC para tentar já deixar a vistoria agendada, e para variar tivemos uma negativa, informando que deveríamos esperar.

Em lua de mel, recebemos um contato de nossos pais dizendo que havia chegado uma carta informando que poderíamos agendar a vistoria, que entrariam em breve em contato conosco, ou se preferíamos, poderíamos entrar em contato no SAC e já agendar a vistoria.

Essa carta chegou em 14/12/2010. Entramos em contato imediatamente, por celular, fazendo interurbano de Recife/PE (aquelas dezenas de minutos de espera) para quando nos atenderam informarem que não poderíamos agendar a vistoria, que deveríamos aguardar... Uma palhaçada imensa, pois pra que ficam mandando as cartas???

Inclusive, os “diretores” que assinam as cartas provavelmente não existem, são virtuais.

Hoje, 26 de janeiro de 2011, já se expirou o tal prazo de 180 que eles tanto falam que tem direito, por contrato. Acabou esse prazo e não temos informações concretas, não temos apartamento, não temos sossego. A única coisa que temos são dívidas e mais dívidas que estamos arcando desde setembro/2010 com moradia (pois tivemos que entregar o imóvel que morávamos!), aluguel, contas, condomínio, locação de espaço para guardar os móveis e eletrodomésticos que já tínhamos e os que ganhamos posteriormente ao casamento, nossa casa está com caixas empilhadas até o teto, temos dois familiares que também nos cederam um espaço para guardar presentes e não sabemos o que fazer. Ambas famílias (a minha e nossos familiares) vivendo em condições deploráveis.

Incrível que os boletos não atrasam um dia. Essa semana chegou um com vencimento em 20 de fevereiro de 2011 – quanta antecedência!!!

Não temos a quem recorrer dentro da TRISUL S/A. Não temos um SAC que funcione muito menos uma diretoria dentro da TRISUL S/A que provavelmente somente recebe seu salário do sofá de casa (cadê o resultado do trabalho???), não deve acessar e-mails para saber o caos que está a supra citada empresa. Já contatamos o PROCON e já recebemos orientações para abrir um processo. É uma pena, pois teremos que desembolsar mais quantia com advogado. Mas vamos até o fim.

Hoje estamos tomando as providências necessárias.

Sinto muito por todos os que passaram por situações similares ou até piores que as minhas. Temos que recorrer a órgãos públicos, pois na hora de vender estendem o tapete vermelho, e na hora de assistir, não existem pessoas capacitadas para resolver problemas, somente para causar mais ou aumentar os que já existem.

Tatiana Ramos

2 comentários:

Lucas Pires disse...

É Tatiana, também cai no mesmo conto. Pra falar a verdade acho que a TRISUL está falindo. Estou em contato com um advogado, na reunião do dia 31/01/11 iremos encontrar com os futuros moradores e saber como estão os ânimos. Precisamos reunir forças junto outras pessoas, em outros condomínios, que já estão se mobilizando contra tal empresa.
Boa sorte para todos nós!

Lucas Pires disse...

Quem for futuro morador do Alegre Gran, acesse a comunidade no Orkut também. O pessoal está discutindo o que fazer.