sexta-feira, 6 de maio de 2011

Trisul está quebrando???

A Trisul está em obras.E quando os tapumes forem retirados, por trás deles muito provavelmente surgirá a figura de um novo controlador.A reestruturação operacional em curso na construtora e incorporadora paulista – leia-se a retomada do foco em imóveis de baixa renda – teria como objetivo preparar o terreno para a venda da companhia. A arrumação da casa para a posterior negociação justifica a brusca guinada estratégica feita pela empresa nos últimos

três meses, a segunda em pouco mais de dois anos. A tentativa de focar na construção de imóveis para as

classes A e B, deflagrada em 2009, revelou-se um tiro n´água. A consequência foi a queda da rentabilidade. A
perda de tonicidade financeira tornou a Trisul presa potencial para a concorrência. A PDG Realty já teriafeito uma investida para a compra da companhia. A Gafisa também chegou a sondar a construtora paulista,

mas ficou para trás na disputa por conta dos problemas domésticos, notadamente os atrasos na entrega

de obras que culminaram com o afastamento do presidente Wilson Amaral. Procuradas pelo RR - Negócios

& Finanças, PDG Realty e Trisul não se pronunciaram até o fechamento desta edição. A Trisul é controlada por

cinco empresários – Michel Esper Saad Jr., acionista majoritário, com 30,9% do capital, Jorge Cury Neto, José

Roberto Cury, Marco Antonio Mattar e Ronaldo José Sayeg. A PDG Realty estaria disposta a promover uma

troca de ações. Assumiria o controle da Trisul e, em contrapartida, o quinteto de acionistas da companhia receberia

uma participação minoritária na nova empresa. A Trisul passa por um momento decisivo. Entre os

próprios controladores, há o entendimento de que é necessário criar uma reversão de expectativas que dificilmente

será alcançada apenas com a reestruturação interna e a volta ao segmento de baixa renda. Um dos principais

desafios é recuperar a confiança do investidor. Desde janeiro, o valor de mercado da companhia já caiu

mais de 40%. Trata-se de um reflexo dos frustrantes resultados da construtora – não obstante o aumento da

receita da ordem de 22% no ano passado. A empresa fechou 2010 com um lucro de R$ 39 milhões, 23,5% abaixo

dos ganhos registrados no ano anterior. Pegando-se apenas o último trimestre do ano, o saldo foi ainda mais

desfavorável. A construtora teve um prejuízo de R$ 18 milhões e uma margem líquida negativa de 10%.

Fonte Negócios & Finança ( www.relatorioreservado.com.br )

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