sábado, 20 de agosto de 2011

O Relato do Henrique Ramos, mais um com problemas.

Entre final de setembro e começo de outubro de 2010 minha esposa foi até o stand de vendas do Residencial Vida Plena, onde foi atendida pela corretora de vendas Maria de Lourdes, que no stand era chamada de ¨Marinês¨. No primeiro contato a corretora informou que o apartamento na planta estava saindo por R$104.000,00 ( cento e quatro mil reais), porém para a negociação ela chamou seu gerente, chamado Canela. Foi explicado ao mesmo que queríamos dar um valor de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) como entrada e se possível parcelar o restante ate a entrega das chaves. O mesmo passou duas propostas, sugeriu que não entregássemos nosso dinheiro total na entrada e sim na entrega das chaves. A primeira proposta foi: R$ 9.000,00 + imposto, 26 X R$ 500,00, e os R$ 78.000,00 restantes na entrega das chaves. A segunda proposta: R$ 9.000,00 + imposto, 26 x R$1.000,00, e os R$ 65.000,00 restantes na entrega das chaves. Sendo assim o apartamento sairia pelo valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais). Voltamos para fechar o negocio no dia 23/10/2010, quando estava sendo feito o lançamento das últimas torres. Para garantir que tudo ocorresse conforme o esperado foi nos solicitado que chegássemos cedo. Chegamos ao plantão de vendas às 07h30min da manhã e foi nos solicitado que aguardássemos. Ficamos aguardando até as 11h00min da manhã quando nos foi oferecidos salgadinhos e que deveríamos ter calma porque naquele dia era tudo muito corrido. Por volta das 13h00min fomos contatados por um suposto advogado para conferir nossos documentos e também para nos apresentar nosso contrato de compra. Lemos a documentação onde nos surgiram inúmeras dúvidas, como por exemplo, nos detalhes do apartamento havia dados muito diferentes do que haviam nos dito durante a negociação como o fato da pia, onde a mesma poderia ser de granito ou resina, características muito diferentes e que não haviam nos falado durante a negociação e sempre foi nos dito “Fiquem tranqüilos que isso que está escrito é somente de praxe, mas todas as características serão como aquelas acordadas”. Outro fato que era divergente daquilo que havíamos combinado durante a negociação era de que pagaríamos R$ 9000,00 no ato do contrato, entretanto que tivemos que pagar R$ 10092,40 na forma de 12 cheques nominais, em valores diversos. Questionamos também o fato de pagarmos aproximadamente R$ 10.000,00 naquele momento e o contrato dizia que estávamos pagando R$ 4.500,00, foi nos respondido que receberíamos um recibo dizendo que havíamos pagado os R$ 10.000,00, pois já estávamos pagando uma parcela R$ 4300,00 que venceria em dezembro de 2011 e que teríamos que pagar naquele momento porque nosso apartamento foi negociado a um preço especial, R$ 100.000,00. Neste momento já eram 15h30min e não agüentávamos mais permanecer no stand de vendas aguardando. Após muitas reclamações conseguimos uma cópia do contrato e deixamos o stand de vendas às 16h20min horas, após quase 9 horas de muito cansaço, stress e fome.
Após quase 2 meses da data da assinatura do contrato recebemos de volta o contrato assinado pela construtora e para nossa surpresa não havia o suposto recibo dos R$ 10.000,00 pagos através dos 12 cheques. Voltamos ao plantão de vendas onde fomos recebidos pela vendedora Marines e alegamos a ausência do recibo, a vendedora falou que havia algum erro mais que deveríamos aguardar que ela veria o que tinha acontecido. Aguardamos uma semana e nada, voltamos ao plantão de vendas e não encontramos a vendedora, pedimos para falar com o gerente mais o mesmo não podia nos atender naquele momento. Voltamos mais duas vezes e nada. Na terceira vez aí fomos atendidos pelo gerente de vendas que ficou de nos providenciar o recibo, conforme acordado. Aguardamos novamente mais uma semana e nada. Voltamos ao plantão de vendas e fomos informados que o gerente estava de férias e que eu deveria esperar. Aguardamos o retorno do gerente de suas férias e o mesmo se demonstrou surpreso quando informamos que ainda não tínhamos recebido o recibo. O gerente nos solicitou para voltarmos no dia seguinte porque seu superior estaria no plantão de vendas. Voltamos no dia seguinte e fomos atendidos pelo senhor Canela e pelo suposto superior do senhor Canela. Apresentamos todos os documentos, alegamos que havia um erro e que queríamos resolver o problema, toda a conversa foi gravada. Neste novo encontro nos disseram mais uma vez que receberíamos o recibo e mais uma vez frustração. Voltamos novamente 15 dias depois no plantão de vendas onde estariam os representantes da matriz da empresa DelForte e fomos atendidos por outra pessoa acompanhada do senhor Canela e neste momento foi nos falado que estava tudo certo, que o valor pago estava correto e que o apartamento realmente custava R$ 104.000,00. Tentamos mais uma vez apresentar o contrato mais somente recebemos a imagem das costas dos funcionários da DelForte. Encaminhamos-nos até a Delegacia de Polícia, na Avenida General Carneiro de Sorocaba onde fomos atendidos por uma agente policial que falou que se chamada Sergio, perguntamos seu sobrenome e o agente de forma muito rude falou “-Só Sergio”, informamos que gostaríamos de lavrar um BO por estelionato. O agente nos indagou do problema e após falarmos que havia um problema em nosso contrato com valores, que haviam negociado com um valor e que depois o valor foi alterado, o agente nos falou que era um desacordo comercial, que não faria o BO e nos acompanhou para fora da delegacia, segurando-me pelo braço. Foi uma das atitudes mais humilhantes que já havíamos passado na vida, pois além de estarmos num estado de stress agudo pelo problema com o apartamento fomos humilhados na delegacia, sendo tratados como lixo.
Depois de tudo isso, ainda tentamos ligar para o departamento jurídico tanto da empresa DelForte, onde já fomos atendidos com muita grosseria e má vontade por uma atendente chamada Natalia. A mesma falou que entraria em contato com o advogado da empresa e nos retornaria no prazo de até 48 horas, resposta esta que estamos aguardando até o presente momento. Em seguida entramos em contato com a construtora Trisul, aonde fomos informados que a pessoa responsável pelo problema se chamava Rodrigo Valente e que entraria em contato conosco para maiores informações no prazo de 48horas. No dia seguinte que ele entrou em contato conosco, fomos informados de que o contrato estava certo, que o valor do apartamento era o que realmente estava descrito no contrato e que a comissão da corretora seria pago por nós mesmos, os compradores, que isso era uma pratica normal de mercado e se nós não concordássemos era pra entrarmos na justiça.
Sinceramente o que a empresa Trisul e a empresa DelForte estão fazendo conosco é um total desrespeito aos direitos do consumidor porque não contratamos a empresa DelForte para nos fazer a venda. A responsável pela contratação da DelForte foi a empresa Trisul então a mesma é que deveria pagar as custas informadas. A sensação é a de que agiram de má fé conosco porque em momento algum nos disseram que teríamos que pagar pelo serviço da venda.

Desde já lhe agradeço.

Henrique Ramos

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