quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O Erro de Cálculo Da TRI$UL

(O que eles esqueceram de comentar ainda que a falta de conhecimento na preparação de futuras moradias populares pecaram tanto no acabamento, nos itens oferecidos e em seu descaso e mentiras que acabaram tendo prejuízos pois subestimaram essa classe popular, achando que não tinha-mos discernimento para reclamar o que nos era de direito, caíram do cavalo, pois hoje a classe popular está bem instruída, e como diz um colega meu, "hoje o pobre pode não saber guardar seu dinheiro, mas conhece seus direitos e sabe como correr atras quando está sendo lesado." Assim como o mundo cresce e evolui, nós também crescemos e aprendemos a lidar com as astúcias dos que nos julgam fracos e leigos.)
* Matéria enviada por um corretor da área que não deseja ser identificado*

Segue informação dele que confirma uma que tive a meses atrás que será lançada 2 torres atras do Belas Artes em Jandira de aproximadamente 16 andares cada, onde a estrutura será pior muito pior que a do Belas Artes, então pessoas, cuidado, não se deixem enganar.

Após fracassar na sua proposta de fazer imóveis populares, construtora reestrutura operação para tentar voltar a crescer.

18 de setembro de 2011 | 23h 00 POR: Patrícia Cançado, de O Estado de S.Paulo



SÃO PAULO - Uma pilha com dezenas de caixas de papelão logo na entrada do 18.º andar do número 37 da Avenida Paulista é o sinal mais visível do que vem acontecendo na construtora e incorporadora Trisul, uma das dez maiores de São Paulo. Quatro anos depois de abrir o capital na bolsa, a empresa fracassou na sua proposta ambiciosa de fazer imóveis populares, sendo obrigada agora a reformar a casa para sobreviver.

Há dez dias, a ferida da Trisul ficou ainda mais exposta com a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Os números, entregues com atraso, ainda não foram auditados. Mas já dá para ver que a situação do seu caixa é delicada: a companhia teve prejuízo de R$ 33,6 milhões no período, uma queda de 300% em relação ao ano anterior, e uma margem ainda pior (-17,4%) que a dos primeiros três meses do ano, que já havia sido negativa.



Sua ação depreciou tanto que vale hoje menos que um cafezinho. O valor de mercado da Trisul é de R$ 249,5 milhões. "Nem me fale sobre isso, porque a gente sofreu muito. É desagradável falar sobre esse assunto, mas estamos confiantes na retomada", afirma Jorge Cury Neto, fundador e presidente da Trisul.

Sem milagre. "Para consertar essa situação, não tem milagre. A empresa precisa parar de lançar, cortar custos e executar aquilo que já está lançado", diz um alto executivo do setor, que pediu anonimato. "Mas a empresa não vai quebrar. Os controladores têm muito dinheiro e a Trisul ainda tem muito a receber." O tamanho da empresa já mudou brutalmente neste ano. Desde 2008, o valor dos lançamentos de imóveis da Trisul chegava a cerca de R$ 800 milhões por ano. Em 2011, esse número não deve passar de R$ 300 milhões.

Além do encolhimento, a companhia desistiu de vender imóveis para a baixa renda e saiu de boa parte das cidades do interior de São Paulo. Para fazer caixa, também colocou alguns de seus terrenos à venda. "Descobrimos que não dá para ir para o segmento econômico sem escala e sem padronização. É mais interessante retornar às origens, focando em imóveis de médio e médio alto padrão", afirma Cury. "Quando você toca dez empreendimentos, está tudo na sua cabeça. Quando você cresce rápido demais, perde o controle."

Surpresas. O sinal vermelho só acendeu no fim do ano passado, quando o ciclo das primeiras obras do segmento econômico estava acabando. Foi ali que a Trisul descobriu que elas iam custar muito mais do que se previa inicialmente. "Começamos a refazer o orçamento de tudo. E essas perdas foram reconhecidas no primeiro e no segundo trimestres de 2011", diz Cury. "É uma soma de crescimento rápido, margens apertadas do segmento econômico e falta de ajustes internos e de controle para suportar esse crescimento." Cury diz que a fase de surpresas desagradáveis acabou. Mas o mercado prefere ver para crer.

Há três meses, a Trisul contratou a consultoria Gradus para fazer um corte de custos e para colocar ordem na casa, criando processos de engenharia e de repasse de dinheiro para os bancos. A empresa, hoje, já tem cerca de 100 funcionários a menos do que tinha no seu auge. O objetivo do trabalho, que termina em dezembro, é sanear a empresa para que ela volte a crescer.

O caso da Trisul é sintomático do que vem ocorrendo no mercado imobiliário nos cinco últimos anos. Muitas empresas foram à bolsa no afã de levantar centenas de milhões de reais e crescer rapidamente. Algumas não resistiram e, no meio do caminho, acabaram sendo vendidas.

A Trisul não sucumbiu à crise de 2008 porque tinha dinheiro em caixa, mas acabou perdendo a mão ao apostar todas as suas fichas num terreno desconhecido. "Eles se distraíram. A Trisul é o caso típico da má alocação de recursos. Não tinham a menor ideia de como fazer imóveis populares e os custos foram para a lua. Quem pagou a conta foram os acionistas", diz uma fonte ligada à empresa.

Em 2007, a Tricury e a Incosul eram duas empresas médias, mas que figuravam no ranking das dez maiores incorporadoras de São Paulo. Convencidos pelos bancos de investimentos, as duas se juntaram, formaram a Trisul e foram à bolsa. De uma hora para outra, deram um salto gigantesco: o valor dos lançamentos multiplicou por oito. Até então circunscrita à região metropolitana de São Paulo, a empresa passou a ter canteiros de obra em 25 cidades e a destinar 75% dos negócios para a baixa renda. Os donos ainda não sabiam, mas começavam aí os seus problemas.

O Erro de Cálculo Da TRI$UL

O erro de cálculo da TRISUL

(O que eles esqueceram de comentar ainda que a falta de conhecimento na preparação de futuras moradias populares pecaram tanto no acabamento, nos itens oferecidos e em seu descaso e mentiras que acabaram tendo prejuízos pois subestimaram essa classe popular, achando que não tinha-mos discernimento para reclamar o que nos era de direito, caíram do cavalo, pois hoje a classe popular está bem instruída, e como diz um colega meu, "hoje o pobre pode não saber guardar seu dinheiro, mas conhece seus direitos e sabe como correr atras quando está sendo lesado." Assim como o mundo cresce e evolui, nós também crescemos e aprendemos a lidar com as astúcias dos que nos julgam fracos e leigos.)
* Matéria enviada por um corretor da área que não deseja ser identificado*

Segue informação dele que confirma uma que tive a meses atrás que será lançada 2 torres atras do Belas Artes em Jandira de aproximadamente 16 andares cada, onde a estrutura será pior muito pior que a do Belas Artes, então pessoas, cuidado, não se deixem enganar.

Após fracassar na sua proposta de fazer imóveis populares, construtora reestrutura operação para tentar voltar a crescer.

18 de setembro de 2011 | 23h 00 POR: Patrícia Cançado, de O Estado de S.Paulo



SÃO PAULO - Uma pilha com dezenas de caixas de papelão logo na entrada do 18.º andar do número 37 da Avenida Paulista é o sinal mais visível do que vem acontecendo na construtora e incorporadora Trisul, uma das dez maiores de São Paulo. Quatro anos depois de abrir o capital na bolsa, a empresa fracassou na sua proposta ambiciosa de fazer imóveis populares, sendo obrigada agora a reformar a casa para sobreviver.

Há dez dias, a ferida da Trisul ficou ainda mais exposta com a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Os números, entregues com atraso, ainda não foram auditados. Mas já dá para ver que a situação do seu caixa é delicada: a companhia teve prejuízo de R$ 33,6 milhões no período, uma queda de 300% em relação ao ano anterior, e uma margem ainda pior (-17,4%) que a dos primeiros três meses do ano, que já havia sido negativa.



Sua ação depreciou tanto que vale hoje menos que um cafezinho. O valor de mercado da Trisul é de R$ 249,5 milhões. "Nem me fale sobre isso, porque a gente sofreu muito. É desagradável falar sobre esse assunto, mas estamos confiantes na retomada", afirma Jorge Cury Neto, fundador e presidente da Trisul.

Sem milagre. "Para consertar essa situação, não tem milagre. A empresa precisa parar de lançar, cortar custos e executar aquilo que já está lançado", diz um alto executivo do setor, que pediu anonimato. "Mas a empresa não vai quebrar. Os controladores têm muito dinheiro e a Trisul ainda tem muito a receber." O tamanho da empresa já mudou brutalmente neste ano. Desde 2008, o valor dos lançamentos de imóveis da Trisul chegava a cerca de R$ 800 milhões por ano. Em 2011, esse número não deve passar de R$ 300 milhões.

Além do encolhimento, a companhia desistiu de vender imóveis para a baixa renda e saiu de boa parte das cidades do interior de São Paulo. Para fazer caixa, também colocou alguns de seus terrenos à venda. "Descobrimos que não dá para ir para o segmento econômico sem escala e sem padronização. É mais interessante retornar às origens, focando em imóveis de médio e médio alto padrão", afirma Cury. "Quando você toca dez empreendimentos, está tudo na sua cabeça. Quando você cresce rápido demais, perde o controle."

Surpresas. O sinal vermelho só acendeu no fim do ano passado, quando o ciclo das primeiras obras do segmento econômico estava acabando. Foi ali que a Trisul descobriu que elas iam custar muito mais do que se previa inicialmente. "Começamos a refazer o orçamento de tudo. E essas perdas foram reconhecidas no primeiro e no segundo trimestres de 2011", diz Cury. "É uma soma de crescimento rápido, margens apertadas do segmento econômico e falta de ajustes internos e de controle para suportar esse crescimento." Cury diz que a fase de surpresas desagradáveis acabou. Mas o mercado prefere ver para crer.

Há três meses, a Trisul contratou a consultoria Gradus para fazer um corte de custos e para colocar ordem na casa, criando processos de engenharia e de repasse de dinheiro para os bancos. A empresa, hoje, já tem cerca de 100 funcionários a menos do que tinha no seu auge. O objetivo do trabalho, que termina em dezembro, é sanear a empresa para que ela volte a crescer.

O caso da Trisul é sintomático do que vem ocorrendo no mercado imobiliário nos cinco últimos anos. Muitas empresas foram à bolsa no afã de levantar centenas de milhões de reais e crescer rapidamente. Algumas não resistiram e, no meio do caminho, acabaram sendo vendidas.

A Trisul não sucumbiu à crise de 2008 porque tinha dinheiro em caixa, mas acabou perdendo a mão ao apostar todas as suas fichas num terreno desconhecido. "Eles se distraíram. A Trisul é o caso típico da má alocação de recursos. Não tinham a menor ideia de como fazer imóveis populares e os custos foram para a lua. Quem pagou a conta foram os acionistas", diz uma fonte ligada à empresa.

Em 2007, a Tricury e a Incosul eram duas empresas médias, mas que figuravam no ranking das dez maiores incorporadoras de São Paulo. Convencidos pelos bancos de investimentos, as duas se juntaram, formaram a Trisul e foram à bolsa. De uma hora para outra, deram um salto gigantesco: o valor dos lançamentos multiplicou por oito. Até então circunscrita à região metropolitana de São Paulo, a empresa passou a ter canteiros de obra em 25 cidades e a destinar 75% dos negócios para a baixa renda. Os donos ainda não sabiam, mas começavam aí os seus problemas.