terça-feira, 22 de maio de 2012

TAXAS ILEGAIS - ATRASO SEM JUSTIFICATIVA - RETALIAÇÃO - VENDA CASADA - DESRESPEITO

Segue mais um relato que comprova a falta de respeito para com o consumidor.

Sou advogado militante em São Paulo/SP e assinei o instrumento de compra e venda do meu imóvel no Condomínio Be Happy em setembro de 2009.

Quando compareci no stand montado no local onde agora se encontra o empreendimento já tive o primeiro desgosto. Questionei com os corretores à respeito da incidência da Taxa ATI ou SATI (assistência jurídico-imobiliária) afinal como jurista, não tinha necessidade da contratação de tal serviço. Recebi como respota uma negativa absurda, de que eles não fechariam o contrato comigo caso não fosse cobrada a taxa.

Acabei cedendo, mesmo altamente contrariado.

Sempre estive religiosamente em dia com minhas obrigações perante a Trisul e tudo corria bem até se aproximar o momento da entrega do apartamento, previsto pra 30/04/2011 e entregue com atraso não justificado em agosto/11.

Obtive o financiamento do imóvel sozinho embora tenha comprado o imóvel junto com a minha noiva. Pra isso eles me exigiram a lavratura de um termo de Cessão de Direitos e pior, o pagamento de uma taxa ilegal de R$ 3.600,00. Imediatamente eu me neguei a pagar - não é porque está no contrato que a cobrança é legal - e fui retaliado pela Trisul, que se negou a me devolver o contrato de financiamento assinado. Enfim, tive que pagar a taxa sob pena de não ter meu apartamento com a urgência que precisava, pois pago aluguel e tenho pertences guardados em um imóvel alugado pela minha sogra.

Posteriomente, após a Assembléia de Instalação do Condomínio, liguei na Trisul para agendar a entrega das chaves, o que me foi negado porque não contratei os serviços de uma assessoria vinculada a eles para acelerar o processo de documentação do imóvel. Não contratei simplesmente porque também não precisava, afinal não achei meu diploma no lixo. Enquanto isso, conhecidos meus que contrataram tal serviço, receberam as chaves de seus imóveis antes da averbação da hipoteca na matrícula do imóvel.

Resultado: Entrei na Justiça com um pedido liminar para a entrega das chaves do meu apartamento e obtive sucesso, elas foram entregues hoje.

Todavia, só eu sei o quanto fui [editado pelo Reclame Aqui] Paguei taxas ilegais, fui vítima de venda casada de produtos (o que é vedado pelo CDC) e sofri vários dias tomando canseira no telefone, chegando diversas vezes a ficar mais de 01 hora aguardando alguém me prestar um atendimento decente. Meu sonho graças a Deus se concretizou, mas às custas de muita luta.

Sou um jurista, tenho o dever de conhecer a lei, eles sabiam disso e ainda assim fui tratado dessa forma. Fico imaginando o que essa empresa faz com os consumidores leigos no assunto. Lamentável.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Belas Artes III - Atraso de 1 ano e 2 meses.

Segue relato da Marina D Domingos.




TRISUL
 NÃO ENTREGA AS CHAVES - NÃO CUMPRE OS PRAZOS E  CONTINUA COBRANDO CORREÇÃO PELO INCC DE TODOS OS CLIENTES
Em maio de 2010, comprei um apto no Belas Artes III - T/71 em Jandira, a previsão de entrega era para março de 2011, já estamos em maio de 2012 e a trisul ainda não entregou as chaves.
E mesmo com a entrega atrasada continuam cobrando correção doINCC, quando assinei o contrato o valor do imóvel era R$ 113.045,00 e hoje já esta em R$ 133.855,69, ou seja, 20.810,69 a mais que terei que pagar, mesmo sendo um erro da construtora que não cumpriu o prazo de entrega, ela continua fazendo a correção e aumentando o valor do imóvel todos os meses.
Casei e estou morando com meu marido na casa dos meus pais há meses, não tenho onde morar, devido a irresponsabilidade da trisul.
E o pior, nunca me deram nenhum esclarecimento sobre o que ocasionou esta demora de 1 ano e 2 meses.
Neste condomínio residencial Belas Artes III tem mais de 100 apartamentos onde os compradores estão na mesma situação ou até pior.
1 ano e 2 meses de atraso, isto é um absurdoooooooo, não aguento mais ficar esperando, estou casada e morando com meu pais, não há o que explicar, este atraso é inaceitável.
Liguei na pelim (empresa contratada para receber a documentação daTrisul) e eles falaram que ainda irá demorar mais 1 mês para a entrega das chaves, pois só agora eles vão mandar a documentação pra CaixaEconômica analisar e eles tem o prazo de 15 a 20 dias, após eles tem mais 1 semana pra entrega das chaves.
SE VOCÊ PRETENDE COMPRAR DA TRISUL PENSE MIL VEZES, POIS ISTO PROVAVELMENTE IRÁ ACONTECER COM VOCÊ TAMBÉM, PROCURE UMA CONTRUTORA RESPONSÁVEL QUE CUMPRA OS PRAZOS E RESPEITE OS CLIENTES.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

E a Tri$ul não para não!

Olá pessoal.
Anthony e eu estamos bem, amanhã ele completará 1 mês de vida. A única coisa ruim é que está difícil para ele ganhar peso, mas estou na luta aqui frequente com ele ... e ele está cada dia mais lindo.

vou colocar aqui 3 fotinhos dele pra vcs conhecerem.

  

Mas o post infelizmente não traz boas notícias.
Continuam as reclamações, pessoas com problemas com essa construtora e o pior de tudo, os mesmos erros cometidos, os mesmos problemas, as mesmas desculpas.

Recebi um e-mail de um anonimo que diz o seguinte: (e-mail na íntegra)

Boa Tarde !! Vi seu Trabalho com o site sobre a Trisul, e gostaria de passar umas informações de como esta dentro da Trisul hoje, é o seguinte como todos sabem os erros de calculos são muitos, porem a Torneira de dinheiro esta esgotando, estão com muitos pagamentos de fornecedores atrasados, não existe mais uma diretoria certa, em conversa com o engº Marcos Stroppa na cidade de SJRP, ele disse que não sabe mais quem manda lá dentro, um manda para uma obra o outro desmanda, os engenheiros que eles tem não conseguem levantar os valores que as obras estão estourando e os gerentes que passaram por lá esconderam valores astronomicos de estouro de orçamento dos Investidores,  não estão seguindo memorial de marcas e dai por diante, acho que os próximos empreendimentos corresponde perigo para quem deseja ter um imóvel.


Att


Povo


Achei estranho, mas não foge muito de uma matéria que postei ano passado alegando que a Tri$ul estava deixando de lado os empreendimentos populares pois só estariam levando prejuízos.
Outro detalhe é que eu tbm tinha contato com o engenheiro da minha obra e os mesmos tbm falavam sobre isso, que a Trisul disponibilizava um determinado valor inferior ao necessário e que eles se virassem pra dar conta.
Fora os empregados com salários atrasados .... dentre outras muitas coisas.

Recebi tbm o e-mail do Adriano, ele comprou uma unidade no empreendimento Supera em guarulhos, aquele que a Ana Maria Braga fazia propaganda na TV o Supera/ Suprema.
Já está pra vencer a intermediária dele, o empreendimento já está em atraso e a família sendo constituída, e ele está com medo de pagar a intermediária e não ter recursos para arcar com aluguel temporário por conta do atraso.
Poxa Tri$ul isso é muita sacanagem ... quando vocês vão aprender a trabalhar? quando vão dar valor ao comprador, pois essa empresinha só está de pé até hoje por conta dessas pessoas que acreditaram na idoneidade de vocês. 

Bom .. fico muito triste em ter que contar essas coisas aqui e nesses quase 2 anos de blog nenhuma postagem de vitória.

A minha está a caminho, meu processo contra essa construtora está em andamento e acredito que até o final do ano tenho um posicionamento, uma audiência nem que seja reconciliatória. e assim vamos levando.

Aproveito pra in formar que a área de lazer do meu empreendimento até hoje não foi entregue, a qual estava prometida para março de 2011.

Bom é isso aí, desejo sorte e continuem nos enviando suas histórias, reclamações, elogios etc com relação a essa empresa.







sexta-feira, 20 de abril de 2012

Atendimento Pessimo Vistoria de casas amadora

Olá pessoal, segue mais um e-mail de um Proprietário indignado com a Tri$ul.

Aproveito para informar que meu baby chegou ao mundo no dia 11/04 com 48 cm e 2710kg, chama-se Anthony em homenagem aos Bisavôs dele José Antônio, Antônio Carlos (meus avôs queridos que estão morando no céu) e o Vovô do meu esposo Sr. Antônio que tbm está no céu. Ele adiantou 3 semanas teve que ficar internado após minha alta por 3 dias, mas já está em casa e passa muitíssimo bem ... é um alemãozinho de olhos azuis mais lindos do mundo inteiro, nem sobrancelha tem de tão claro que é a penugem dele rsrsr, quem sabe um dia posto uma fotinho dele por aqui pra vcs conhecerem meu pequeno grande Príncipe Guerreiro.

Vamos a mais um e-mail ... fico muito chateada em postar essas coisas pois é o sonho de mais uma família virando pesadelo.

Segue abaixo um email onde me mostro insatisfeito com o atendimento da trisul para a entrega da minha casa. Devo lembrar que constantemente cobro mais infelismente não obtenho resposta.Segue o email por mim enviado a eles:

Mensagem encaminhada De: Leonardo Fernandes xxxxxxxxxxxx@gmail.comData: 18 de janeiro de 2012 12:06Assunto: Casa 108 Vila natureza Cotia.Para: SAC - Trisul S/A sac@trisul-sa.com.br

Boa tarde,
Antes de mais nada quero deixar claro a minha insatifação no atentimento da Trisul para a entrega da Casa que adiquiri no ano passado (Casa 108 Vila natureza Cotia).O que ocorre é o seguinte, recebi um email informando que o imovel estava disponivel para vistoria, e que uma data poderia ser marcada para que isso fosse feito, pois bem marquei conforme email abaixo:
Prezado (a) Sr (a) Leonardo,


Conforme acordado, informo que a vistoria técnica em sua unidade está agendada para o dia 06/12/2011 às 10:00 hs .


Devido ás condições adversas de uma construção e por motivos exclusivos de segurança, não será permitida a entrada de crianças, pessoas com dificuldade de locomoção, animais e mulheres usando calçados de salto alto ou quaisquer outros objetos que possa causar risco à segurança do próprio visitante. 


Esclarecemos ainda que o prazo de tolerância para atrasos será somente de 15 (quinze) minutos, após o referido prazo a vistoria será cancelada, havendo a necessidade de contato com o Sac para agendar nova data, bem como, informamos que alterações de horário somente serão aceitas até 48 horas de antecedência.


Atenciosamente




Fabiane Xavier Fontana
Trisul - www.trisul-sa.com.br
Av. Paulista, 37 - 18º Andar
São Paulo - SP - 01311-902
Tel. 0800.77.22.334 / 3147.0018
sac@trisul-sa.com.br
Bem vamos continuar.
Cheguei no local as 9h45m, informei ao segurança da obra que tinha uma vistoria marcada as 10h00.
O segurança trasmitiu a mensagem a frente pelo radio, e um funcionario retornou dizendo "Peça para aguardar".
Até ai ótimo, afinal quem chegou adiantado foi eu, e portanto, já espereva que fosse atendido no maximo quinze minutos após as 10h00m ou seja as 10h15, pois essa seria a tolerancia, mais não foi o que aconteceu. As 10h40m Pedi ao segurança que chamasse novamente o funcionario no radio e assim ele fez, como resposta o funcionario disse com toda grosseria e despreso possivel "A menina que faz a vistoria está com outros proprietarios em outro imovel, ele tem que aguardar, não tem jeito, não posso fazer nada". Devo lembra-los que, era um dia de semana, portanto deixei meu serviço de lado e também o dos meus 2 tios que me acompanhavam, devo lembra-los tambem que eu cheguei no horario marcado e sujerido por vocês, portanto vocês não cumpriram o compromisso do horario comigo. Já sem paciencia e vendo que o pobre segurança em nada podia me ajudar, fui até o corretor que me vendeu a casa que por fim conseguiu que um pedreiro que inclusive era o mesmo que grosseiramente falou ao radio, abrisse a casa para que pudessemos vistoriar, detalhe sem o acompanhamento da Marina pessoa responsavel por esse assunto. O horario em que consegui por os pés dentro da casa era 12h00m a Marina chegou aproximadamente 15 minutos depois pedindo mil desculpas. Bom até ai tudo bem perdi meu dia de trabalho mais vamos começar a vistoria.
Fiz a vistoria em aproximadamente 30 minutos, onde pudemos notar muitos problemas sendo eles:
- Grama colocada em cima de entulhos tanto na frente quanto atras da casa, alem de estar toda morta.
- Porta de entrada torta, mais muito torta (detalhe nenhuma outra casa tem esse defeito só a minha é muito aparente deve ter sido instalada errado).
- Contrapiso desnivelado.
- Paredes/ tetos sujos e mal pintados principalmente os cantinhos.
- Fechaduras todas com defeito.
- Não tem nenhuma torneira instalada.
- não tem pia na cozinha.
- Shaft de Gesso da cozinha nao foi instalado.
- Quadros eletricos não foram instalados (segundo a Marina os funcionarios [editado pelo Reclame Aqui] m se colocarem nessa fase da OBRA).
- Porta do qua`rto da frente "pegando"
- Piso do banheiro sem rejunte e muito, mais muito mal colocado.
- Janela do banheiro quebrada.
- Calafetar as janelas.
- etc, etc e etc.
Enfim muitas outras coisas com defeito anotadas pela funcionaria. Vou parar por aqui porque senão fico o dia todo escrevendo os problemas.
Mesmo não tendo ficado muito contente por ter tantos problemas e terem me feito de palhaço por esperar 2 horas por atendimento, sei que a vistoria serve para que o proprietario possa justamente analisar erros e pedir que sejam corrigidos.
O fato é que hoje fui fazer uma nova vistoria, dessa vez marcada pela propria Marina (marcou semana passada por telefone) as 8h00m, e adivinha o que aconteceu?, fiquei uma hora plantado, entrei as 9h00m.
Bom mais vamos lá o importante é saber se os erros foram reparados.
Cheguei até a casa e adivinha?
De cara vi que a porta não foi consertada, além do muro ter sido derrubado sabese lá porque.
Entrei na casa e, nada, mais absolutamente nada foi feito, apenas calafetaram as janelas e mais nada, muito pelo contrario, mais problemas foram encontrados, pois colocaram ou pelomenos tentaram colocar as bacias e pias do banheiro que ficaram muito mal colocadas, além de uma forte infiltração na sala vindo da casa vizinha da parte de cima, de resto todos os problemas citados acima continuam, sem falar que no quintal tem um cano enorme exposto e nenhuma torneira de jardim (não intendi).
Quero esclarecer aos senhores que, a proxima vez que eu for acinado para fazer uma vistoria, espero que a casa esteja realmente pronta, em condições plenas para uma avaliação de detalhes e não problemas estruturais e coisas tão absurdas quanto essas que venho reclamar para os senhores.
Eu não quero mais bancar o palhaço perdendo o dia de trabalho e gastando gasolina pra nada, não importa o quanto vão demorar para deixar pronta, se vão pagar multa ou não por isso, quero visitar o imovel quando estiver pronto, não tenho pressa.
Outra coisa não vi se quer um engenheiro, parece que tudo está abandonado e na mão de funcionarios com pouca qualificação, é realmente lamentavel.
OBS: se eu não for compreendido, vou formalizar esta reclamação em sites e orgãos que exibiram esta carta pela internet a fora.
Certo de que vão sanar todos os meus problemas
Leonardo Fernandes.
CPF:xxxxxxxxxxx
Cel: xxxx7287
Enfim ... aqui encontra-se mais um proprietário totalmente abandonado e insatisfeito, os mesmos erros se repetem ... conforme solicitação do Sr. Leonardo aqui encontra-se na integra o e-mail enviado, aguardamos junto com ele a solução desses problemas e que em breve ele nos retorne com um parecer positivo.


Boa sorte Leonardo.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Segue desabafo da Nádia. - Trisul VP Itaquera.

Boa Tarde Wanessa,

Estou entrando em contato com você pelo seu e-mail no Blog para também expressar minha profunda insatisfação com a Construtora Trisul.
Em dezembro de 2010 compramos um apartamento no Residencial Vida Plena Itaquera denominado por XX Bloco X situado na Rua: Agrimensor Sugaya, 393 - Itaquera.
Quando compramos a data para entrega estava prevista em contrato para Dezembro/2011 mas até agora Março/2012 não temos previsão para entrega e o que está me deixando mais Irritada com eles é que o SAC nunca tem informações concretas falam que vão passar para o setor responsável entrar em contato e isso nunca acontece.E como eu fiz a compra de móveis planejados pré-programa eu só tenho até dia 22/04/2012 para receber meus móveis se não eu começarei a pagar multa de 2% do valor total dos móveis por mês para ficar estocado em loja.E tento diversas vezes ligar pra lá mas ninguém nunca me informa data é sempre"Mês que Vem"...Então enquanto houver essa palavra eu não tenho ideia quanto tempo mais terei que pagar aluguel de casa, aluguel de garagem para o meu carro, multa de loja de móveis, aluguel de salão para guardar os outros eletrodomésticos que já e foram entregues. E fora que a maioria eu já perdi o direito de montagem da loja.

Estou muito triste, decepcionada e acima de tudo INDIGNADA com a TOTAL FALTA DE RESPEITO COM O CLIENTE que a Trisul tem.

Obrigado por receber a minha reclamação.

Nadia C.D. Mello

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Matéria básica sobre os problemas com a nossa amada TRI$UL

Bom dia pessoal, acabei de abrir um e-mail de um morador indignado que por ainda não ter recebido suas chaves prefere não se identificar.

Ele relata que comprou uma unidade desta ilustríssima construtora em 2009, e para sua alegria oops não não não Trisul não traz alegrias ... e para seu desespero já está em atraso, não liberam o financiamento e em consequência as chaves tão sonhadas chaves ... um absurdo e total descaso que já é típico e conhecido desta construtora ...

Massss como pessoa esclarecida solicitou a mim que colocasse a matéria para o conhecimento geral ... e eu é óbvio que não poderia deixar de ajudar um GRANDE AMIGO, (sim Grande amigo mesmo sem conhecer pois sei o que ele e sua família estão sentindo neste momento e a palavra chave é IMPOTÊNCIA).

Eis aqui o link e a matéria na íntegra. http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=133967&idDepartamento=5&idCategoria=2
Apreciem sem moderação.

Lista de reclamações é grande: moradores de novo condomínio enfrentam problemas

Michella Guijt
O sonho de morar em um condomínio com ampla área de lazer foi adiado para os compradores das 276 unidades do Stadium Residencial Clube, na Rua Maria Máximo, 139, Ponta da Praia, em Santos.

Créditos: Alberto Marques
Residencial na Rua Maria Máximo é alvo de queixas dos compradores: faltam luzes de emergência

Mesmo com as chaves dos apartamentos nas mãos, eles não desfrutam dos 22 itens sociais do empreendimento. “O prédio tem o habite-se (documento atestando que o imóvel cumpre as exigências legais), mas está inabitável”, diz o empresário Ayres Ferreira Miguel Junior.

Ele comprou um apartamento da torre denominada Vitória. A outra torre, também de 25 andares, tem o nome de Conquista. “Vou mudar na sexta-feira porque moro de aluguel e preciso sair do imóvel. Mas a construtora entregou o condomínio com várias pendências”.

Uma delas é vista na entrada: o acesso ao residencial é feito pela garagem, já que o hall social está fechado. O porteiro trabalha sentado em uma cadeira sob uma árvore na calçada.

Outra reclamação é o transporte até os apartamentos. Cada torre tem quatro elevadores, mas só dois funcionam. Os equipamentos foram entregues sem acabamento interno.

Segundo Ayres, o condomínio ficou sem luz na semana passada. “Não explicaram se foi por falta de pagamento, mas teve morador que usou as escadas”.

A lista de reclamações pode ser vista em uma comunidade que reúne consumidores frustrados na rede social Facebook.

“O prédio está um caos. Segunda-feira (dia 23) cortaram a luz dos elevadores por falta de pagamento. O gerador não entrou porque não tinha óleo, tive que descer 19 andares com minha filha de 3 anos no colo, sem as luzes de emergência nas escadarias”, desabafa, na comunidade, uma moradora.

Créditos: Alberto Marques
Outra reclamação é o transporte: cada uma das duas torres tem quatro elevadores, mas só dois funcionam

Sem lazer

O futuro morador da torre Vitória conta que não poderá usar nenhum dos itens de lazer após a sonhada mudança. “A piscina tem água, mas está fechada para uso, como todas as outras áreas de lazer. Pelas obras, só devo finalmente usar tudo o que comprei, com muito sacrifício, daqui seis meses”, calcula.

Além da piscina, entre os 22 itens sociais há lan house, espaço gourmet, sauna, atelier, academia de ginástica, salão de festas, salão de jogos, brinquedoteca e churrasqueira.

Mas, antes mesmo da mudança, os compradores tiveram problemas. A Trisul Incorporadora e Construtora atrasou a entrega da obra.

“O prazo era dezembro de 2010, com tolerância de 180 dias. A Trisul não cumpriu e só entregou as chaves, para quem quitou os apartamentos, no dia 15 de dezembro do ano passado”, alega a advogada Andrea Mendes Lyra, que busca um financiamento para quitar uma das unidades.

“Por causa desse atraso, só agora, janeiro, consegui reunir a documentação necessária para buscar um financiamento. Moro na casa dos meus pais porque a Trisul não se prontificou a pagar um aluguel”.

Ela teme precisar usar a infraesturuta básica do condomínio e não conseguir. “Estou no quinto mês de uma gravidez de risco. Já está muito difícil porque moro em um prédio sem elevador”, diz Andrea.

Despesas com o atraso vão para a conta da construtora

A advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Maria Elisa Cesar Novais, explica que todos os compromissos previstos em contrato devem ser cumpridos pela construtora. “Isso inclui as condições das áreas comuns e os espaços de lazer”.

Ela também afirma que a incorporadora é obrigada a custear todas as despesas relacionadas ao atraso na entrega do imóvel. “Se o consumidor vendeu o único imóvel para comprar o apartamento, o aluguel e eventuais custos com o atraso na entrega, como reforma ou instalação de mobiliário, devem ser pagos pela incorporadora”, destaca Maria Elisa.

Créditos: Alberto Marques
A lista de reclamações pode ser vista em uma comunidade que reúne consumidores frustrados no Facebook

Ela orienta que os moradores se organizem para tentar um acordo. “O ideal é formar um grupo para buscar uma solução amigável. Caso não seja possível, os consumidores podem acionar o Procon e até entrar com ação judicial”.

Soluções

A Trisul, construtora e incorporadora, informa que as áreas comuns do Stadium começaram a ser entregues ontem ao síndico e ao corpo diretivo. Esse processo deve estender-se por até sete dias.

A empresa admite ainda problemas de funcionamento dos interfones e adianta que a assistência técnica já foi agendada.

Sobre o funcionamento dos elevadores, a assessoria alega que o defeito ocorreu no gerador por conta da falta momentânea de energia.

Em relação aos “restos de obras” nas áreas comuns, a Trisul informa que todo entulho depositado no 1º mezanino e sub-solo do empreendimento, outra queixa comum dos compradores, foi gerado e depositado pelos prestadores de serviço dos próprios condôminos.

A empresa afirma que disponibilizou caçambas e também providenciou o carregamento das mesmas: 12 no total. Até ontem, dos 276 apartamentos do condomínio, 95% já haviam sido vistoriados.

O Departamento de Controle do Uso e Ocupação do Solo e Segurança de Edificações, ligado à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Edificações, explica que a Prefeitura já expediu o habite-se do edifício e encaminhou o processo para a Secretaria Municipal de Finanças, que vai cadastrar o imóvel e lançar o IPTU.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Satisfações.

Bom dia pessoal ...

Bom ... ando sumida ... vou explicar o que acontece.

Mais uma vez Deus me abençoou ...

Como já contei aqui passei por maus bocados desde minha infância até a minha fase adulta, câncer, pais separados, obesidade mórbida ... e a última notícia que tive a uns tempos atras é que eu não poderia ser mãe.

Passei com 8 médicos especialistas e normais (ginecologistas, fertilidade, terapia de casal, fertilidade de casal, genética etc.)

Exames comprovaram que além dos distúrbios da Tireoide eu ainda não ovulava de nenhum dos 2 lados e tinha a trompa direita entupida.

Pois bem, foi realizados exames para desobstruir a trompa que não teve sucesso ...
Foi realizado por 6 meses indução da ovulação ... sem sucesso também ...

Cansei .. havia entrado na briga com a Trisul e isso ocupou a vontade de ser mãe temporariamente.

Fui cuidar de mim ... em 2010 fui fazer a minha primeira plástica reparatória a do abdome, foi retirado 1,5 kg de pele morta da minha barriga rsrsrsr pois é ... já que eu não poderia ter filhos biológicos, eu fui cuidar de mim ...

Esqueci ... alias abdiquei da idéia de ter filhos biológicos, mas queria muito adotar ... passados 1 ano e 2 meses após a plástica, a vida tomando rumos diferentes, voltamos a pensar em filhos, mas adotivos, eu já com 30 anos e meu esposo com 26, ele não merecia deixar de passar pela experiência de ser pai ... eu não poderia pedir isso a ele já que eu tbm queria muito filhos, meus ou adotivos ...

Eis que encontramos uma senhora já com 5 filhos que estava pra ganhar uma menina e que iria por para adoção ... tudo combinado, tudo acertado, com advogados e toda papelada quase pronta ... na semana que a menina iria nascer ... eis que a mulher some ... desaparece ... e eu com todas as roupinhas esperando a chegada da minha Clarice ... entrei em depressão profunda ... dias depois, uma prima que jamais quis ter filhos, me liga dando a notícia que iria ser mãe ... e pra me deixar ainda mais deprê de um cara que ela saiu UMA ÚNICA VEZ ...

Seria um teste psicológico?? não sei ... só sei que eu só sabia chorar ... por qual motivo elas ... e eu não?

Casa própria, independente, casada, feliz ... e com muito amor pra dar a uma criança.

Troquei de emprego, pedi demissão de uma empresa maravilhosa pra outra melhor ainda, porém ... uma surpresa ... e dois pesos.

20 dias depois de ser contratada pela nova empresa e estar indo muito bem e feliz ... começa a acontecer algumas coisas estranhas ...

Cólicas mentruais e nada na monstra vir ... atraso de 15 dias ... mas nem me toquei pois a 2 meses antes eu tive uma hemorragia, onde mentruei 5x no mês e achei que o atraso seria por esse motivo, regularização do ciclo ...

Apetite aumentando ... e eis que tenho uma vontade súbita ...

Meu esposo e eu frenquentamos a Seicho- no-iê, e o palestrante daquele dia estava usando giz de lousa para exemplificar sua explicação ...

Meu Deussssssss .... bateu uma louca vontade de comer giz ... eu queria aquele giz a todo custo.

Meu esposo estranhou, pois ele já havia notado meu apetite aumentado ... minhas formas mudando ... seios maiores ... pra mim era tudo por causa da nova rotina ... Neste dia 01/09/2011 ele me obrigou a fazer um teste de gravidez ... e eu já sabia o resultado ... seria mais um negativo pra minha vasta coleção de 4 anos de espera.

MAS DESSA VEZ FOI DIFERENTE.

Sim ... veio o meu tão sonhado e esperado positivo ... e hoje estou a espera do meu pequeno milagre chamado ANTHONY, que chegará no final de Abril pra alegrar ainda mais minha vida que agora está maravilhosamente colorida. Estamos de 26 semanas ou seja 6 meses de gestação.

A notícia ruim é que fui demitida do emprego novo pois ainda estava em período de contrato e não era efetiva ... e antes que se questionem ... sim eles podem fazer isso ...

Sem emprego ... sem salário, orçamento apertado ... mas muitooooooooo feliz!

Mas ... desdo início da gestação tive que tomar alguns cuidados, pois tenho bradicardia, minha pressão cai muito fácil ... desmaios, a desnutrição por causa da cirurgia do estômago, a tireoide, e por tudo isso atenção redobrada ... qdo estava de 18 semanas ... levei um susto e quase o perdi .... portanto sim estou passando por uma gestação difícil, pois além de tudo isso ainda tenho essa plástica na barriga e o Anthony é um bebê bem grande ...

E hoje recebi um comentário perguntando se o blog acabou ...

Não ... a luta continua, mas por um breve momento estou parada com tudo que possa vir a me estressar e prejudicar meu sonho que está se realizando ...

Espero que compreendam ... esse é um momento mágico e que não posso deixar de vivencia-lo ao máximo ... sugar todas as experiências que a vida está me dando nesta oportunidade magnifica.

Desejo a todos que estão a espera de seus Aptos que não desistam, que aqui temos um conteúdo muito vasto .. e que a lei está ai para todos ... usem sem moderação os seus direitos e nunca, jamais abaixem a cabeça por se sentirem tão pequenos em frente a essa empresa ou qualquer outra.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O Erro de Cálculo Da TRI$UL

(O que eles esqueceram de comentar ainda que a falta de conhecimento na preparação de futuras moradias populares pecaram tanto no acabamento, nos itens oferecidos e em seu descaso e mentiras que acabaram tendo prejuízos pois subestimaram essa classe popular, achando que não tinha-mos discernimento para reclamar o que nos era de direito, caíram do cavalo, pois hoje a classe popular está bem instruída, e como diz um colega meu, "hoje o pobre pode não saber guardar seu dinheiro, mas conhece seus direitos e sabe como correr atras quando está sendo lesado." Assim como o mundo cresce e evolui, nós também crescemos e aprendemos a lidar com as astúcias dos que nos julgam fracos e leigos.)
* Matéria enviada por um corretor da área que não deseja ser identificado*

Segue informação dele que confirma uma que tive a meses atrás que será lançada 2 torres atras do Belas Artes em Jandira de aproximadamente 16 andares cada, onde a estrutura será pior muito pior que a do Belas Artes, então pessoas, cuidado, não se deixem enganar.

Após fracassar na sua proposta de fazer imóveis populares, construtora reestrutura operação para tentar voltar a crescer.

18 de setembro de 2011 | 23h 00 POR: Patrícia Cançado, de O Estado de S.Paulo



SÃO PAULO - Uma pilha com dezenas de caixas de papelão logo na entrada do 18.º andar do número 37 da Avenida Paulista é o sinal mais visível do que vem acontecendo na construtora e incorporadora Trisul, uma das dez maiores de São Paulo. Quatro anos depois de abrir o capital na bolsa, a empresa fracassou na sua proposta ambiciosa de fazer imóveis populares, sendo obrigada agora a reformar a casa para sobreviver.

Há dez dias, a ferida da Trisul ficou ainda mais exposta com a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Os números, entregues com atraso, ainda não foram auditados. Mas já dá para ver que a situação do seu caixa é delicada: a companhia teve prejuízo de R$ 33,6 milhões no período, uma queda de 300% em relação ao ano anterior, e uma margem ainda pior (-17,4%) que a dos primeiros três meses do ano, que já havia sido negativa.



Sua ação depreciou tanto que vale hoje menos que um cafezinho. O valor de mercado da Trisul é de R$ 249,5 milhões. "Nem me fale sobre isso, porque a gente sofreu muito. É desagradável falar sobre esse assunto, mas estamos confiantes na retomada", afirma Jorge Cury Neto, fundador e presidente da Trisul.

Sem milagre. "Para consertar essa situação, não tem milagre. A empresa precisa parar de lançar, cortar custos e executar aquilo que já está lançado", diz um alto executivo do setor, que pediu anonimato. "Mas a empresa não vai quebrar. Os controladores têm muito dinheiro e a Trisul ainda tem muito a receber." O tamanho da empresa já mudou brutalmente neste ano. Desde 2008, o valor dos lançamentos de imóveis da Trisul chegava a cerca de R$ 800 milhões por ano. Em 2011, esse número não deve passar de R$ 300 milhões.

Além do encolhimento, a companhia desistiu de vender imóveis para a baixa renda e saiu de boa parte das cidades do interior de São Paulo. Para fazer caixa, também colocou alguns de seus terrenos à venda. "Descobrimos que não dá para ir para o segmento econômico sem escala e sem padronização. É mais interessante retornar às origens, focando em imóveis de médio e médio alto padrão", afirma Cury. "Quando você toca dez empreendimentos, está tudo na sua cabeça. Quando você cresce rápido demais, perde o controle."

Surpresas. O sinal vermelho só acendeu no fim do ano passado, quando o ciclo das primeiras obras do segmento econômico estava acabando. Foi ali que a Trisul descobriu que elas iam custar muito mais do que se previa inicialmente. "Começamos a refazer o orçamento de tudo. E essas perdas foram reconhecidas no primeiro e no segundo trimestres de 2011", diz Cury. "É uma soma de crescimento rápido, margens apertadas do segmento econômico e falta de ajustes internos e de controle para suportar esse crescimento." Cury diz que a fase de surpresas desagradáveis acabou. Mas o mercado prefere ver para crer.

Há três meses, a Trisul contratou a consultoria Gradus para fazer um corte de custos e para colocar ordem na casa, criando processos de engenharia e de repasse de dinheiro para os bancos. A empresa, hoje, já tem cerca de 100 funcionários a menos do que tinha no seu auge. O objetivo do trabalho, que termina em dezembro, é sanear a empresa para que ela volte a crescer.

O caso da Trisul é sintomático do que vem ocorrendo no mercado imobiliário nos cinco últimos anos. Muitas empresas foram à bolsa no afã de levantar centenas de milhões de reais e crescer rapidamente. Algumas não resistiram e, no meio do caminho, acabaram sendo vendidas.

A Trisul não sucumbiu à crise de 2008 porque tinha dinheiro em caixa, mas acabou perdendo a mão ao apostar todas as suas fichas num terreno desconhecido. "Eles se distraíram. A Trisul é o caso típico da má alocação de recursos. Não tinham a menor ideia de como fazer imóveis populares e os custos foram para a lua. Quem pagou a conta foram os acionistas", diz uma fonte ligada à empresa.

Em 2007, a Tricury e a Incosul eram duas empresas médias, mas que figuravam no ranking das dez maiores incorporadoras de São Paulo. Convencidos pelos bancos de investimentos, as duas se juntaram, formaram a Trisul e foram à bolsa. De uma hora para outra, deram um salto gigantesco: o valor dos lançamentos multiplicou por oito. Até então circunscrita à região metropolitana de São Paulo, a empresa passou a ter canteiros de obra em 25 cidades e a destinar 75% dos negócios para a baixa renda. Os donos ainda não sabiam, mas começavam aí os seus problemas.

O Erro de Cálculo Da TRI$UL

O erro de cálculo da TRISUL

(O que eles esqueceram de comentar ainda que a falta de conhecimento na preparação de futuras moradias populares pecaram tanto no acabamento, nos itens oferecidos e em seu descaso e mentiras que acabaram tendo prejuízos pois subestimaram essa classe popular, achando que não tinha-mos discernimento para reclamar o que nos era de direito, caíram do cavalo, pois hoje a classe popular está bem instruída, e como diz um colega meu, "hoje o pobre pode não saber guardar seu dinheiro, mas conhece seus direitos e sabe como correr atras quando está sendo lesado." Assim como o mundo cresce e evolui, nós também crescemos e aprendemos a lidar com as astúcias dos que nos julgam fracos e leigos.)
* Matéria enviada por um corretor da área que não deseja ser identificado*

Segue informação dele que confirma uma que tive a meses atrás que será lançada 2 torres atras do Belas Artes em Jandira de aproximadamente 16 andares cada, onde a estrutura será pior muito pior que a do Belas Artes, então pessoas, cuidado, não se deixem enganar.

Após fracassar na sua proposta de fazer imóveis populares, construtora reestrutura operação para tentar voltar a crescer.

18 de setembro de 2011 | 23h 00 POR: Patrícia Cançado, de O Estado de S.Paulo



SÃO PAULO - Uma pilha com dezenas de caixas de papelão logo na entrada do 18.º andar do número 37 da Avenida Paulista é o sinal mais visível do que vem acontecendo na construtora e incorporadora Trisul, uma das dez maiores de São Paulo. Quatro anos depois de abrir o capital na bolsa, a empresa fracassou na sua proposta ambiciosa de fazer imóveis populares, sendo obrigada agora a reformar a casa para sobreviver.

Há dez dias, a ferida da Trisul ficou ainda mais exposta com a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Os números, entregues com atraso, ainda não foram auditados. Mas já dá para ver que a situação do seu caixa é delicada: a companhia teve prejuízo de R$ 33,6 milhões no período, uma queda de 300% em relação ao ano anterior, e uma margem ainda pior (-17,4%) que a dos primeiros três meses do ano, que já havia sido negativa.



Sua ação depreciou tanto que vale hoje menos que um cafezinho. O valor de mercado da Trisul é de R$ 249,5 milhões. "Nem me fale sobre isso, porque a gente sofreu muito. É desagradável falar sobre esse assunto, mas estamos confiantes na retomada", afirma Jorge Cury Neto, fundador e presidente da Trisul.

Sem milagre. "Para consertar essa situação, não tem milagre. A empresa precisa parar de lançar, cortar custos e executar aquilo que já está lançado", diz um alto executivo do setor, que pediu anonimato. "Mas a empresa não vai quebrar. Os controladores têm muito dinheiro e a Trisul ainda tem muito a receber." O tamanho da empresa já mudou brutalmente neste ano. Desde 2008, o valor dos lançamentos de imóveis da Trisul chegava a cerca de R$ 800 milhões por ano. Em 2011, esse número não deve passar de R$ 300 milhões.

Além do encolhimento, a companhia desistiu de vender imóveis para a baixa renda e saiu de boa parte das cidades do interior de São Paulo. Para fazer caixa, também colocou alguns de seus terrenos à venda. "Descobrimos que não dá para ir para o segmento econômico sem escala e sem padronização. É mais interessante retornar às origens, focando em imóveis de médio e médio alto padrão", afirma Cury. "Quando você toca dez empreendimentos, está tudo na sua cabeça. Quando você cresce rápido demais, perde o controle."

Surpresas. O sinal vermelho só acendeu no fim do ano passado, quando o ciclo das primeiras obras do segmento econômico estava acabando. Foi ali que a Trisul descobriu que elas iam custar muito mais do que se previa inicialmente. "Começamos a refazer o orçamento de tudo. E essas perdas foram reconhecidas no primeiro e no segundo trimestres de 2011", diz Cury. "É uma soma de crescimento rápido, margens apertadas do segmento econômico e falta de ajustes internos e de controle para suportar esse crescimento." Cury diz que a fase de surpresas desagradáveis acabou. Mas o mercado prefere ver para crer.

Há três meses, a Trisul contratou a consultoria Gradus para fazer um corte de custos e para colocar ordem na casa, criando processos de engenharia e de repasse de dinheiro para os bancos. A empresa, hoje, já tem cerca de 100 funcionários a menos do que tinha no seu auge. O objetivo do trabalho, que termina em dezembro, é sanear a empresa para que ela volte a crescer.

O caso da Trisul é sintomático do que vem ocorrendo no mercado imobiliário nos cinco últimos anos. Muitas empresas foram à bolsa no afã de levantar centenas de milhões de reais e crescer rapidamente. Algumas não resistiram e, no meio do caminho, acabaram sendo vendidas.

A Trisul não sucumbiu à crise de 2008 porque tinha dinheiro em caixa, mas acabou perdendo a mão ao apostar todas as suas fichas num terreno desconhecido. "Eles se distraíram. A Trisul é o caso típico da má alocação de recursos. Não tinham a menor ideia de como fazer imóveis populares e os custos foram para a lua. Quem pagou a conta foram os acionistas", diz uma fonte ligada à empresa.

Em 2007, a Tricury e a Incosul eram duas empresas médias, mas que figuravam no ranking das dez maiores incorporadoras de São Paulo. Convencidos pelos bancos de investimentos, as duas se juntaram, formaram a Trisul e foram à bolsa. De uma hora para outra, deram um salto gigantesco: o valor dos lançamentos multiplicou por oito. Até então circunscrita à região metropolitana de São Paulo, a empresa passou a ter canteiros de obra em 25 cidades e a destinar 75% dos negócios para a baixa renda. Os donos ainda não sabiam, mas começavam aí os seus problemas.

sábado, 20 de agosto de 2011

O Relato do Henrique Ramos, mais um com problemas.

Entre final de setembro e começo de outubro de 2010 minha esposa foi até o stand de vendas do Residencial Vida Plena, onde foi atendida pela corretora de vendas Maria de Lourdes, que no stand era chamada de ¨Marinês¨. No primeiro contato a corretora informou que o apartamento na planta estava saindo por R$104.000,00 ( cento e quatro mil reais), porém para a negociação ela chamou seu gerente, chamado Canela. Foi explicado ao mesmo que queríamos dar um valor de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) como entrada e se possível parcelar o restante ate a entrega das chaves. O mesmo passou duas propostas, sugeriu que não entregássemos nosso dinheiro total na entrada e sim na entrega das chaves. A primeira proposta foi: R$ 9.000,00 + imposto, 26 X R$ 500,00, e os R$ 78.000,00 restantes na entrega das chaves. A segunda proposta: R$ 9.000,00 + imposto, 26 x R$1.000,00, e os R$ 65.000,00 restantes na entrega das chaves. Sendo assim o apartamento sairia pelo valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais). Voltamos para fechar o negocio no dia 23/10/2010, quando estava sendo feito o lançamento das últimas torres. Para garantir que tudo ocorresse conforme o esperado foi nos solicitado que chegássemos cedo. Chegamos ao plantão de vendas às 07h30min da manhã e foi nos solicitado que aguardássemos. Ficamos aguardando até as 11h00min da manhã quando nos foi oferecidos salgadinhos e que deveríamos ter calma porque naquele dia era tudo muito corrido. Por volta das 13h00min fomos contatados por um suposto advogado para conferir nossos documentos e também para nos apresentar nosso contrato de compra. Lemos a documentação onde nos surgiram inúmeras dúvidas, como por exemplo, nos detalhes do apartamento havia dados muito diferentes do que haviam nos dito durante a negociação como o fato da pia, onde a mesma poderia ser de granito ou resina, características muito diferentes e que não haviam nos falado durante a negociação e sempre foi nos dito “Fiquem tranqüilos que isso que está escrito é somente de praxe, mas todas as características serão como aquelas acordadas”. Outro fato que era divergente daquilo que havíamos combinado durante a negociação era de que pagaríamos R$ 9000,00 no ato do contrato, entretanto que tivemos que pagar R$ 10092,40 na forma de 12 cheques nominais, em valores diversos. Questionamos também o fato de pagarmos aproximadamente R$ 10.000,00 naquele momento e o contrato dizia que estávamos pagando R$ 4.500,00, foi nos respondido que receberíamos um recibo dizendo que havíamos pagado os R$ 10.000,00, pois já estávamos pagando uma parcela R$ 4300,00 que venceria em dezembro de 2011 e que teríamos que pagar naquele momento porque nosso apartamento foi negociado a um preço especial, R$ 100.000,00. Neste momento já eram 15h30min e não agüentávamos mais permanecer no stand de vendas aguardando. Após muitas reclamações conseguimos uma cópia do contrato e deixamos o stand de vendas às 16h20min horas, após quase 9 horas de muito cansaço, stress e fome.
Após quase 2 meses da data da assinatura do contrato recebemos de volta o contrato assinado pela construtora e para nossa surpresa não havia o suposto recibo dos R$ 10.000,00 pagos através dos 12 cheques. Voltamos ao plantão de vendas onde fomos recebidos pela vendedora Marines e alegamos a ausência do recibo, a vendedora falou que havia algum erro mais que deveríamos aguardar que ela veria o que tinha acontecido. Aguardamos uma semana e nada, voltamos ao plantão de vendas e não encontramos a vendedora, pedimos para falar com o gerente mais o mesmo não podia nos atender naquele momento. Voltamos mais duas vezes e nada. Na terceira vez aí fomos atendidos pelo gerente de vendas que ficou de nos providenciar o recibo, conforme acordado. Aguardamos novamente mais uma semana e nada. Voltamos ao plantão de vendas e fomos informados que o gerente estava de férias e que eu deveria esperar. Aguardamos o retorno do gerente de suas férias e o mesmo se demonstrou surpreso quando informamos que ainda não tínhamos recebido o recibo. O gerente nos solicitou para voltarmos no dia seguinte porque seu superior estaria no plantão de vendas. Voltamos no dia seguinte e fomos atendidos pelo senhor Canela e pelo suposto superior do senhor Canela. Apresentamos todos os documentos, alegamos que havia um erro e que queríamos resolver o problema, toda a conversa foi gravada. Neste novo encontro nos disseram mais uma vez que receberíamos o recibo e mais uma vez frustração. Voltamos novamente 15 dias depois no plantão de vendas onde estariam os representantes da matriz da empresa DelForte e fomos atendidos por outra pessoa acompanhada do senhor Canela e neste momento foi nos falado que estava tudo certo, que o valor pago estava correto e que o apartamento realmente custava R$ 104.000,00. Tentamos mais uma vez apresentar o contrato mais somente recebemos a imagem das costas dos funcionários da DelForte. Encaminhamos-nos até a Delegacia de Polícia, na Avenida General Carneiro de Sorocaba onde fomos atendidos por uma agente policial que falou que se chamada Sergio, perguntamos seu sobrenome e o agente de forma muito rude falou “-Só Sergio”, informamos que gostaríamos de lavrar um BO por estelionato. O agente nos indagou do problema e após falarmos que havia um problema em nosso contrato com valores, que haviam negociado com um valor e que depois o valor foi alterado, o agente nos falou que era um desacordo comercial, que não faria o BO e nos acompanhou para fora da delegacia, segurando-me pelo braço. Foi uma das atitudes mais humilhantes que já havíamos passado na vida, pois além de estarmos num estado de stress agudo pelo problema com o apartamento fomos humilhados na delegacia, sendo tratados como lixo.
Depois de tudo isso, ainda tentamos ligar para o departamento jurídico tanto da empresa DelForte, onde já fomos atendidos com muita grosseria e má vontade por uma atendente chamada Natalia. A mesma falou que entraria em contato com o advogado da empresa e nos retornaria no prazo de até 48 horas, resposta esta que estamos aguardando até o presente momento. Em seguida entramos em contato com a construtora Trisul, aonde fomos informados que a pessoa responsável pelo problema se chamava Rodrigo Valente e que entraria em contato conosco para maiores informações no prazo de 48horas. No dia seguinte que ele entrou em contato conosco, fomos informados de que o contrato estava certo, que o valor do apartamento era o que realmente estava descrito no contrato e que a comissão da corretora seria pago por nós mesmos, os compradores, que isso era uma pratica normal de mercado e se nós não concordássemos era pra entrarmos na justiça.
Sinceramente o que a empresa Trisul e a empresa DelForte estão fazendo conosco é um total desrespeito aos direitos do consumidor porque não contratamos a empresa DelForte para nos fazer a venda. A responsável pela contratação da DelForte foi a empresa Trisul então a mesma é que deveria pagar as custas informadas. A sensação é a de que agiram de má fé conosco porque em momento algum nos disseram que teríamos que pagar pelo serviço da venda.

Desde já lhe agradeço.

Henrique Ramos

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mais um relato - Desrespeito com o Proprietário

É com imensa tristeza que posto mais um relato de um Proprietário que está a espera de um milagre, sim digo isso pois milagre é o dia da entrega, milagre é eles arrumarem as irregularidades, milagre é ser bem atendido, MILAGRE é coisa que a TRI$UL e seus comparsas ainda não aprenderam e nem vão aprender a fazer ou conceder.


Estou adquirindo uma unidade do empreendimento Bem Estar Guarulhos.
Assinei o contrato em junho de 2008 e desde então pago religiosamente minhas parcelas
apesar de muitas em minha opinião terem excedido a correção monetária/reajuste no
período.
O empreendimento tinha data prevista para ser entregue em dezembro de 2010 com um
limite contratual de seis meses, ou seja, até junho de 2011.
A construtora enviou uma carta pelo correio informando da entrega em maio de 2010 e que os clientes deveriam providenciar os recursos para a quitação/financiamento.
Obedientemente e com muita dificuldade, consegui os recursos junto a rede bancária e entrei em contato com a Trisul através do "prestimoso" SAC onde me foi informado que o empreendimento seria entregue e que eu desconsiderasse os valores cobrados como juros na parcela para quitação que constava na área exclusiva de clientes, visto que lá a parcela tinha vencimento em dezembro de 2010 (relembrando... data prevista para a entrega) e que os mesmos não seriam cobrados, obviamente...
Num dado momento do mês, me liga uma atendente informando que tenho uma semana para
agendar minha vistoria num horário das 9 as 15h de 2 a 6 feira. Informo que eu trabalho nesse horário e que seria impossível eu comparecer assim, num prazo tão exíguo, visto que não tenho quem me substitua no trabalho assim, de forma tão imediata. A resposta não poderia ser melhor: "Todos estão conseguindo, o senhor tem que dar um jeito". Fiquei impressionado com o preparo e com a qualidade do atendimento. Fiz minha primeira reclamação formal junto a construtora. Foi-me informado que teria uma resposta em 48 horas. (Até hoje, 11 de agosto,estou aguardando).
Passamos maio, junho, data limite para entrega... começa o inverno e nada. Ligo para o SAC, querendo informações: "Sem previsão para entrega, nem vistorias". Informam que há uma crença, uma coisa de fé pelo que entendi de que o imóvel será entregue em julho. Nada por escrito.
Chegamos a julho. Novamente um atendente entra em contato comigo para agendamento da
vistoria, dizendo que desta vez o imóvel será entregue. Novamente me informam que tenho os mesmos horários para agendamento, porem desta vez consigo um horário para o dia 29 de julho. Mandam-me um e-mail confirmando a data.
Aproveitei a ligação para perguntar dos valores e data para a quitação. A atendente me informa que me enviará as informações por e-mail, mas ela ratifica a informação anterior, de que seria basicamente o mesmo valor que estava na área de clientes do site, sem os juros.
Pergunto então sobre uma multa para a empresa, visto que a entrega já tinha sido atrasada além do previsto no contrato. Com a resposta na ponta da língua ela me diz que não há tal multa prevista em contrato e que em teoria, a construtora pode entregar quando quiser, mas que eu podia ter certeza que estavam trabalhando para que fosse logo. Consternado, quis saber novamente sobre o valor a ser pago e ela então, calmamente, me informa que a parcela será corrigida mensalmente pelo INCC, mas não sofrerá incidência de juros. Penso: me lasquei..., ou melhor, nos lascamos vizinhos...
Abro minha segunda reclamação/chamado.
Chega a data da vistoria técnica... o atendente no prédio me diz: "A sua vistoria não é hoje... o senhor faltou a sua que foi no dia 22." Ele até me mostra seu papelzinho com o cronograma para comprovar. Eu saco meu celular e mostro o e-mail com a data que eu agendei a vistoria.
Após um longo imbróglio, ele diz que vai ver se pode abrir uma exceção e me atender... Fala com o engenheiro e que a contragosto me atende, somente porque o fulano que ele iria atender naquele momento havia faltado à vistoria (será mesmo???).
Bom, na unidade não pude verificar nada da parte elétrica, visto que estava desligada, mas que eu deveria acreditar (mais uma vez.... eles deveriam abrir uma igreja, eu acho) que tudo estava ok, pois já havia sido testado pela construtora (pensei: nossa, eu nem sei pra que tem vistoria, já que eles testam tudo...). Verifiquei contrapiso irregular, porta que não fecha, parede extremamente torta entre outros itens menores. O engenheiro anotou tudo e se comprometeu em corrigir tudo. Eu não assinei aprovando a unidade e, até o momento, ainda esta em aberto uma data para nova vistoria.
Nesse meio tempo, estava tentando fazia vários dias, falar no SAC e sem sucesso. Eu trabalho umas doze horas por dia e rodo uns 110 Km em deslocamento do trabalho a minha residência atual. Não me sobra muito tempo pra ficar no celular ouvindo musiquinha. Mesmo assim, eu fiquei todo o meu tempo livre (ou seja, almoçando e dirigindo) no telefone. Na maioria das vezes não fui atendido e não consegui qualquer informação nova ou concreta sobre os valores e data para quitação. Recebi uma correspondência informando para acessar o site e a área de clientes. Para minha surpresa, ao acessar o que verifico: dois valores diferentes para quitação e ambos maiores que o que constava até julho... bem maiores (uns 8 mil aproximadamente)
Ocorreu então a assembléia de instalação do condomínio no dia 04 de agosto e lá, eu e meus futuros vizinhos, fomos como uma nuvem de gafanhotos sobre os funcionários da TRISUL ao final da mesma. Fiquei lá até ser atendido. O atendente me ouve, diz que entende minha aflição, me passa o e-mail profissional dele e informa que sobre documentação e valores existe somente uma funcionária, mas que ele pessoalmente irá encaminhar minha solicitação a ela.
Pede ainda que eu fique tranquilo, pois toda a documentação estava pronta para ser
encaminhada para mim via e-mail.
Mando o e-mail ao atendente e impressionantemente ele rapidamente encaminha para a
responsável com cópia para mim. Surge até uma animação em mim, pensando que serei
atendido naquele mesmo mês... (visto que ele me deu o famoso prazo de 48 horas para
resposta), porem minha esperança se mostra infundada... lógico que não fui atendido...
Consigo umas folgas no trabalho e penso: agora vou resolver tudo. Após mais de uma hora de tentativas sucessivas no telefone, consigo ser atendido no dia 09 e peço para falar com a responsável. A atendente me diz que ela não pode me atender no momento, mas que eu aguardasse 48 horas para simplesmente poder falar com ela. Pergunto se não posso marcar um horário para atendimento presencial, mas sou informado que somente a responsável pode marcar esse horário e que, portanto eu deveria aguardar o referido prazo.
Abro então um novo chamado cujo prazo já se esgotou hoje, 11 de agosto. Ligo novamente para o SAC e quase chorei de felicidade ao ser atendido após apenas 25 minutos de espera. A atendente de hoje, com um bom humor contagiante, me informa que eu tenho que aguardar.
Ela irá me ligar hoje (ou não). Falo dos outros chamados que abri e que em todos o prazo foi estourado e simplesmente não tive resposta e ela, mais lisa que um sabonete molhado, se esquiva e joga responsabilidades para todos os lados. Ela me diz que eu tenho que entender:"Ela é uma só, você tem que entender. Você tem que aguardar, ela vai entrar em contato.
Vocês clientes querem tudo ao mesmo tempo, deixam tudo pra última hora e agora todos
querem pegar a chave". Após um momento de muda indignação e vontade de xingar (que
consegui controlar), pergunto: "Eu tenho alguma opção, senão aguardar?", resposta: "Não".
Desligo o telefone, impressionado com a falta de respeito da empresa com os seus clientes.
Não há qualquer preocupação na satisfação e atendimento as nossas necessidades.
Infelizmente não tenho como voltar atras e tenho que mais uma vez aguardar. Ainda hoje
entrei em contato com o Procon e com um advogado, infelizmente. O que era para ser um
momento feliz de realização de um sonho torna-se um penoso pesadelo, gerado simplesmente
por uma gestão de péssima qualidade e mesquinharia na contratação e treinamento de mão
de obra qualificada.
Espero que ninguém passe por isso, previna-se e se informe antes de comprar, é o que
recomendo. Não veja apenas o preço, localização, área, informe-se sobre o pós venda,
acredito que é essencial.
Àqueles que leram até aqui, me despeço. Tenho que ir até meu gastro pra reavaliar minha
úlcera agravada pela TRISUL e seu time de craques.
Evoé.
Eduardo R. Oliveira

Desisti do imóvel e agora? Eles querem cobrar um monte de coisas.

Após desistir de imóvel, comprador tem direito à devolução de parcelas pagas corrigidas


FONTE: STJ

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, a decisão que considerou abusiva cláusula de contrato de compra de imóvel comercializado pela empresa Franere – Comércio Construções Imobiliária Ltda. que previa a retenção de 30% dos valores pagos em caso de desistência do negócio. O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), ao desconstituir a cláusula contratual, determinou a devolução das parcelas pagas pela compradora corrigidas na forma do contrato.

Uma cliente da empresa imobiliária desistiu de um apartamento adquirido em 2002 e ajuizou ação para reaver os valores pagos por considerar abusiva a cláusula do contrato que previa a retenção de 30% do valor por parte da empresa vendedora. A cliente pediu a devolução das parcelas já pagas com o devido reajuste e consentiu com a retenção de 10% do valor pago a título de despesas administrativas. A compradora também pediu o pagamento de juros de 1% ao mês pela demora no ressarcimento. Em primeira instância, o pedido foi parcialmente atendido, o que foi mantido pelo TJMA.

Segundo considerou o tribunal maranhense, a cláusula do contrato que estabeleceu que a empresa poderia reter 30% do valor já pago era abusiva e deveria ser anulada. Também determinou o pagamento de 1% como juros de mora. Considerou-se que o princípio do pacto sunt servanda (o pacto deve ser cumprido), que rege os contratos, deveria ser flexibilizado em caso de abusos no acordo.

A empresa recorreu ao STJ, argumentado não haver ilegalidade na cláusula que prevê, em contrato de compra e venda de imóvel, a retenção de 30% dos valores recebidos. Alegou-se ainda que a empresa não teria dado causa à rescisão do contrato, sendo de responsabilidade exclusiva da cliente. Teriam sido violados os artigos 53 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e o 418 do Código Civil (CC).

O artigo do CDC determina que não há perda total do valor das prestações nos contratos de compra e venda quando, por causa de inadimplemento, é pedido que o contrato seja terminado. Já o artigo do CC determina que o vendedor tem o direito de reter o sinal no caso do desfazimento do contrato, na hipótese de sua não execução. Também foi apontado pela empresa dissídio jurisprudencial (julgados com diferentes conclusões sobre o mesmo tema).

Ao decidir, o ministro relator Massami Uyeda afirmou que a jurisprudência do STJ garante ao comprador o direito de entrar com ação para ser restituído parcialmente das importâncias pagas no caso de deixar de cumprir o contrato, por impossibilidade de cumpri-lo. Observou o ministro que, no caso, o que foi pago pela cliente era o sinal e várias parcelas. No caso, o desfazimento contratual ocorreu pela impossibilidade da autora de arcar com as prestações pactuadas, hipótese em que o sinal deve ser devolvido sob pena de enriquecimento ilícito”, comentou.

O ministro afirmou que o artigo 53 do CDC não revogou o 418 do CC, mas se um beneficia quem não deu motivo ao não cumprimento do contrato, o outro garante que o consumidor não perca tudo. O magistrado destacou que a jurisprudência do STJ tem entendido que a retenção de um percentual entre 10% e 20% do valor pago seria razoável para cobrir despesas administrativas. Com essa fundamentação, o ministro negou o recurso da empresa.
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Mais uma que venceu as grandes construtoras ...

FONTE: EDITORA MAGISTER

Por decisão da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), uma empregada doméstica de Belo Horizonte ganhou o direito de receber de volta todo o valor gasto na compra de um apartamento de uma construtora que não entregou no prazo previsto pelo contrato.

A quantia total supera os R$ 24 mil que ela chegou a pagar, pois inclui também multa rescisória de 0,5% do preço do imóvel, que cabe à empresa.E.J.O.C. adquiriu um apartamento em construção no bairro Nova Pampulha, em Ribeirão das Neves, por R$ 30.000,46, mediante sinal de R$ 2.438,61 e financiamento do restante, cujas prestações ela vinha quitando regularmente. Conforme o contrato firmado entre a empresa e a consumidora, o imóvel deveria ter sido entregue em 30 de setembro de 2006.

Entretanto, como, passado mais de um ano, a obra sequer chegou a ser iniciada, a mulher procurou o Procon.

A empresa, porém, alegou que pagaria multa relativa ao atraso, mas não poderia devolver todo o montante pago, já que, nesse caso, a mulher estaria rescindindo o acordo firmado.A consumidora então ajuizou a ação, pedindo a devolução do valor pago.

Ela declarou ter perdido o interesse na unidade habitacional negociada quando viu que o cronograma não tinha sido respeitado e defendeu que não deveria pagar multa alguma porque “não deu causa à rescisão contratual”.

A construtora contestou alegando que a identificação de um sério problema na rede de esgoto impediu o andamento normal das obras, creditando o atraso à Copasa. Para a construtora, a demora deveu-se a um motivo de força maior, uma vez que ela “não pode responder por fatos imprevisíveis e alheios à sua vontade”. Além disso, ressaltou que, ao assinar o contrato, a cliente perdeu o direito de queixar-se das condições estabelecidas.

Essa argumentação não persuadiu o juiz Maurício Torres Soares, da 15ª Vara Cível de Belo Horizonte, que condenou a construtora a devolver todo o valor investido pela adquirente, acrescido de juros de mora de 1% ao mês, a contar da citação, de correção monetária mais a pena convencional de quantia equivalente a 0,5% do preço reajustado da unidade, por mês ou fração de mês de atraso, a contar de 30 de setembro de 2006.

“Antes de dar publicidade ao seu investimento imobiliário, o empreendedor deve se resguardar de toda a viabilidade funcional das obras de infra-estrutura”, sentenciou.

O magistrado também rejeitou o pedido da empresa para imputar a multa rescisória à compradora. Em seu entendimento, “não se pode legitimar que a construtora retenha qualquer valor pago pela consumidora, se foi ela quem deu causa à rescisão. Isso seria legitimar a má-fé dos fornecedores”.A construtora recorreu, mas a sentença foi integralmente mantida pelo desembargador Domingos Coelho. “Não tendo o imóvel sido entregue na data pactuada, por culpa do fornecedor, este deve ser responsabilizado pela rescisão”, afirmou.

O relator do recurso ponderou que, pela mesma razão, “não há que se falar na retenção de percentual sobre os valores já pagos, dada a conduta negligente da construtora”.O voto do relator foi acompanhado pelos desembargadores José Flávio de Almeida e Nilo Lacerda.

Processo: 1.0024.08.967727-2/001

Construtoras terão de restituir e indenizar clientes por atraso de obra

FONTE: ESPAÇO VITAL

A Construtora Rossi Residêncial S/A e a Caliandra Incorporadora Ltda foram condenadas ao pagamento de indenização por atraso na entrega de obra.

As empresas terão que restituir os pagamentos efetuados e reparar com R$ 3 mil, a título de dano moral, um casal que adquiriu imóvel residencial na planta.


A decisão, unânime, é da 3ª Turma Recursal Cível dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do RS, confirmando sentença proferida pela juíza leiga Viviane Castaldello Busatto, do 9º JEC de Porto Alegre.

O empreendimento vem sendo construído no Bairro Humaitá. Os apartamentos tem área privativa de a partir der 43 m2 e estão distribuídos em 17 torres.

Os autores da ação - M.S.M.e E.G. - firmaram contrato de aquisição de um apartamento no condomínio Verdi Praças Residenciais em outubro de 2007, sendo o prazo de entrega do bem fixado para maio de 2010. Após o pagamento de oito parcelas do imóvel, totalizando R$ 7.722.12, os consumidores constataram que o cronograma da obra estava atrasado.

Na ocasião, apenas 2% do serviço havia sido realizado. Por essa razão, requereram extrajudicialmente a resolução do contrato. Ao mesmo tempo, deixaram de pagar as demais parcelas mensais.

Em resposta, as empresas inscreveram os clientes na Serasa por quebra contratual. Alegaram que, pelo estipulado no contrato, os autores não teriam direito à restituição de 100% do valor adimplido, e sim de 20%. Sustentaram descumprimento da cláusula contratual de impontualidade por parte dos autores em razão da suspensão dos pagamentos. Afirmaram, ainda, que não haveria que se falar em ressarcimento por danos morais, tendo em vista que a obrigação de indenizar deve ter como fundamento a ocorrência de um dano, que precisa corresponder à lesão de um direito e o conseqüente prejuízo.

Segundo o relator do recurso, juiz de Direito Jerson Moacir Gubert, a quebra contratual se deu por conduta das rés. Quem contrata parte do pressuposto de que os prazos pactuados serão cumpridos, o que ocorreu no caso, tanto que a entrega foi prorrogada para julho de 2011, observou o relator.

Ele acrescentou que não há falar em motivos para acionar a cláusula contratual de impontualidade uma vez que essa não pode beneficiar apenas uma das partes. Tendo em vista a realidade fática, os autores deixaram de efetuar os pagamentos com base no inadimplemento antecipado das rés, observou. Assim, a cláusula de impontualidade, que num primeiro momento se mostraria legal, no caso em exame se torna abusiva, afirmou.

Houve a quebra contratual pela oferta e venda de um produto que não estava em condições de ser entregue aos consumidores na forma contratada. Para o relator, ademais, descabe retenção a qualquer título porque nenhum proveito adveio aos autores, por culpa imputável às demandadas.

Quanto ao dano moral, numa sociedade de consumo, o crédito é bem de alto valor e a mácula indevida ao crédito gera o dano moral. Assim, o simples cadastramento indevido mostra-se suficiente para lesar o patrimônio moral.

O acórdão, unânime, já transitou em julgado.

Atuaram em nome dos autores os advogados Teodoro Rosenfield Campis e Tairone Moreira Pacheco.

(Proc. nº 71002537397 - com informações do TJRS e da redação do Espaço Vital).